O julgamento do casal Jean Paulo Oliveira e Idalina Maciel Oliveira, acusados de atropelar e matar uma mulher e seu filho de 2 anos, começou nesta quinta-feira (9) no Fórum Ministro Henoch Reis, em Manaus. O crime ocorreu em janeiro de 2023, no conjunto Francisca Mendes, bairro Cidade Nova, Zona Norte da capital.
Protesto por justiça
Familiares de Mirivan Moraes Soares e do pequeno Matheus Soares realizaram um protesto em frente ao fórum antes do início da sessão. Eles levaram cartazes e pediram justiça pelas vítimas. A mãe de Mirivan e outros parentes acompanharam o primeiro dia do julgamento.
Acusações e investigação
Os réus respondem por duplo homicídio simples. Segundo a investigação da Polícia Civil, Jean ensinava a esposa a dirigir uma caminhonete quando ela, que não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH), perdeu o controle do veículo e atropelou mãe e filho. As duas vítimas morreram no local.
Liberdade provisória
Após o crime, o casal foi preso em flagrante, mas acabou sendo colocado em liberdade durante audiência de custódia. Desde então, responde ao processo em liberdade. O julgamento ocorre por júri popular. Ao todo, sete jurados serão responsáveis por decidir se os acusados são culpados ou inocentes pelas mortes de Mirivan e Matheus.
Primeiro dia de julgamento
O primeiro dia da sessão foi dedicado ao depoimento das testemunhas de acusação e defesa. Também acompanharam os trabalhos representantes do Ministério Público, advogados das partes e o juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri.
Próximos passos
De acordo com a previsão do Tribunal de Justiça do Amazonas, o julgamento será retomado nesta sexta-feira (10), quando devem ocorrer os interrogatórios dos réus, os debates entre acusação e defesa e, em seguida, a votação dos jurados e a sentença.
Relembre o caso
Após o atropelamento, Jean Paulo e Idaliana foram presos em flagrante, mas tiveram a prisão relaxada após audiência de custódia. À época, a Justiça entendeu que a prisão havia sido ilegal, destacando que o casal permaneceu no local do acidente e prestou socorro às vítimas. Desde então, os dois respondem ao processo em liberdade até o julgamento pelo Tribunal do Júri, responsável por decidir se os acusados serão condenados ou absolvidos.



