Filha confessa homicídio qualificado após incêndio matar idosa em MG
Filha confessa homicídio após incêndio matar idosa em MG

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu que o incêndio que matou uma idosa de 73 anos no Centro de Boa Esperança, no Sul de Minas, no dia 12 de maio, foi um homicídio qualificado. A própria filha da vítima, de 42 anos, confessou o crime e foi indiciada. O inquérito foi encaminhado ao Judiciário.

Laudos periciais mudam rumo das investigações

De acordo com o delegado Alexandre Boaventura, responsável pelo caso, a reviravolta ocorreu após laudos periciais e análises técnicas confirmarem que o fogo não teve origem acidental. Especialistas do Corpo de Bombeiros e eletricistas participaram das perícias. A partir dessas conclusões, a polícia alterou a linha de investigação e ouviu 15 testemunhas.

Histórico de conflitos familiares

Mãe e filha moravam juntas e mantinham um histórico de conflitos relacionados a questões financeiras. No dia do crime, pela manhã, as duas discutiram após a idosa pedir que a filha deixasse a residência. Durante o desentendimento, a vítima caiu ao chão e ficou desacordada após bater a cabeça.

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Confissão e indiciamento

Temendo as consequências e sem verificar se a mãe ainda estava viva, a mulher ateou fogo ao cômodo para simular um acidente. Confrontada com as provas, confessou o crime na delegacia. Ela foi indiciada por homicídio qualificado. O caso foi encaminhado ao Ministério Público, que avaliará o oferecimento de denúncia à Justiça. Se aceita, a mulher poderá ser julgada pelo Tribunal do Júri. Como não houve flagrante e não há determinação judicial em contrário, ela responde em liberdade.

Relembre o caso

A vítima, Graça Maria Nogueira Silva, morreu carbonizada em um incêndio na Rua Godofredo Moreira, Centro de Boa Esperança. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 12h50 e encontrou o imóvel tomado por fumaça intensa. Durante o combate às chamas, que durou cerca de uma hora, os militares localizaram um corpo completamente carbonizado em um dos quartos. Inicialmente, a perícia não identificou indícios de crime e trabalhava com a hipótese de incêndio acidental. O cenário mudou com os laudos técnicos e a confissão. Graça Maria foi sepultada no Cemitério Municipal de Boa Esperança.

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