Ex-procurador-geral preso por ignorar parecer em esquema de R$ 86 milhões
Ex-procurador preso por ignorar parecer em esquema de R$ 86 mi

O ex-procurador-geral do Estado do Rio de Janeiro, Marcelo Lopes da Silva, foi preso nesta quarta-feira por envolvimento em um esquema de desvio de R$ 86 milhões no Instituto Rio Metrópole (IRM). Segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), ele ignorou um parecer técnico que apontava irregularidades em contratos da autarquia, emitindo pareceres que davam legalidade aos negócios fraudulentos.

Prisão e investigação

Marcelo Lopes da Silva, que também atuou como procurador-geral do Estado na gestão do ex-governador Wilson Witzel, foi alvo de mandado de prisão preventiva. A ação faz parte da operação que investiga a atuação de uma organização criminosa que teria capturado o Instituto Rio Metrópole, transformando a autarquia em uma máquina de desvio de recursos públicos. Além da prisão de Silva, outras medidas cautelares foram cumpridas contra outros envolvidos.

Parecer ignorado

De acordo com o MPRJ, o ex-procurador-geral tinha em mãos um parecer técnico que sinalizava irregularidades nos contratos, mas optou por não considerá-lo. Em vez disso, emitiu documentos que atestavam a legalidade das transações, permitindo que o esquema prosseguisse. "Ele tinha conhecimento das falhas e ainda assim deu aval jurídico", afirmou o promotor responsável pelo caso. A investigação aponta que o desvio total chega a R$ 86 milhões, valores que seriam destinados a obras e serviços públicos.

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Instituto Rio Metrópole

O IRM é uma autarquia estadual responsável por planejamento e gestão de projetos metropolitanos. A organização criminosa, segundo as investigações, infiltrou-se na estrutura do instituto, desviando recursos por meio de contratos superfaturados e fraudes em licitações. O esquema envolvia servidores públicos e empresários, que operavam em conluio para desviar dinheiro público.

O MPRJ continua as investigações para identificar todos os envolvidos e recuperar os valores desviados. A defesa de Marcelo Lopes da Silva ainda não se manifestou publicamente sobre a prisão.

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