O empresário flagrado com munições durante cumprimento de mandado de busca e apreensão da Operação Estorno, da Polícia Civil, recebeu liberdade provisória. A prisão ocorreu na quinta-feira (18) na empresa do suspeito, localizada na Avenida Mendonça Furtado, em Santarém, oeste do Pará.
Decisão judicial
O benefício foi concedido na sexta-feira (19) pela juíza das Garantias das Comarcas do Interior, Karla Cristiane Sampaio Nunes Galvão. De acordo com a decisão, o empresário foi colocado em liberdade sem pagamento de fiança. Para conceder a liberdade, a Justiça avaliou diversos fatores, incluindo certidões negativas de antecedentes criminais, residência fixa em Santarém e atividade profissional lícita, além da inexistência de elementos que indiquem que o empresário represente risco à ordem pública.
O suspeito foi solto ainda na sexta-feira e deverá cumprir medidas cautelares, como obrigação de manter o endereço atualizado, comparecimento a todos os atos processuais para os quais for intimado e proibição de praticar novas infrações criminais.
A prisão
A prisão ocorreu na quinta-feira (18), quando a Polícia Civil deflagrou a Operação Estorno para cumprir mandados de busca e apreensão e desarticular um esquema de estelionato e ocultação de patrimônio na região oeste do estado. O empresário era um dos alvos da operação. Durante o cumprimento do mandado no escritório da empresa, na Avenida Mendonça Furtado, os policiais encontraram munições dentro de um cofre. Segundo a Polícia Civil, o empresário não possuía documentação para portar essas munições, por isso recebeu voz de prisão em flagrante.
Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão em imóveis residenciais e comerciais ligados a três investigados e suas respectivas empresas. Além das buscas, o Poder Judiciário determinou o arresto e sequestro de uma caminhonete e o bloqueio de ativos financeiros pelo sistema Sisbajud no valor de até R$ 140 mil por investigado. Duas empresas do ramo de automóveis também tiveram as contas bloqueadas. A Polícia Civil informou que o inquérito continua em andamento para concluir as investigações e identificar se há mais pessoas envolvidas no esquema na região.
Como funcionava o golpe?
De acordo com as investigações conduzidas pela 19ª Seccional Urbana de Itaituba, com apoio do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) de Santarém, o grupo é suspeito de aplicar um golpe de aproximadamente R$ 140 mil na compra fraudulenta de uma caminhonete Mitsubishi Triton. A polícia informou que os suspeitos adquiriram o veículo de luxo utilizando três cheques, mas os valores foram devolvidos pela instituição financeira por divergência de assinatura. Logo após a fraude, a caminhonete foi rapidamente transferida para terceiros. A Polícia Civil identificou indícios de ocultação patrimonial e movimentação financeira suspeita, realizadas para dificultar que a vítima recuperasse o veículo ou o dinheiro.
A Operação Estorno continua em andamento, com novas diligências para esclarecer todos os detalhes do esquema criminoso.



