A defesa do suposto espião russo Sergey Vladimirovich Cherkasov, preso no Brasil desde 2022, recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar uma saída antecipada do país. A medida ocorre após o governo brasileiro decidir pela expulsão do acusado, que é alvo de um processo por falsidade ideológica.
Argumento de reciprocidade
Os advogados de Cherkasov sustentam que a liberação imediata é essencial para garantir a reciprocidade com quatro brasileiros detidos na Rússia. Segundo a defesa, a permanência do russo no Brasil poderia prejudicar as relações diplomáticas e a situação dos cidadãos brasileiros presos em território russo.
Cherkasov foi preso em 2022, após ser deportado para o Brasil quando tentava obter um emprego em Amsterdã, nos Países Baixos. As autoridades holandesas o identificaram como um agente de inteligência russo e o enviaram de volta ao Brasil, onde ele já era investigado por usar documentos falsos.
Decisão de expulsão
O governo brasileiro, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, decidiu pela expulsão de Cherkasov, considerando-o uma ameaça à segurança nacional. A defesa, no entanto, contesta a medida e busca no STF uma autorização para que ele deixe o país antes do trânsito em julgado do processo de expulsão.
O caso corre em sigilo na Corte, e ainda não há data para julgamento. A defesa argumenta que a manutenção da prisão é desnecessária e que Cherkasov não oferece risco de fuga, uma vez que sua identidade já é conhecida e ele está sob vigilância das autoridades.



