O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, sofreu nova derrota na Justiça em uma ação movida pelo estudante Pedro Brandi, que o acusa de utilizar indevidamente um vídeo com seu depoimento sobre a iluminação pública da cidade durante a campanha eleitoral para a Prefeitura carioca.
Decisão judicial e indenização
A Justiça determinou que Crivella pague uma indenização por danos morais a Brandi, além de retirar o conteúdo de suas redes sociais. O valor da indenização não foi divulgado, mas a decisão reforça a condenação por uso de imagem sem autorização.
Segundo o estudante, o vídeo foi gravado em 2020, quando ele participava de uma ação da Prefeitura sobre melhorias na iluminação. O material foi editado e veiculado nas redes sociais de Crivella durante a campanha eleitoral daquele ano, sem o consentimento de Brandi.
Repercussão e defesa
Pedro Brandi afirmou que se sentiu lesado e buscou a Justiça para garantir seus direitos. “Utilizaram minha imagem sem meu conhecimento, associando-a a uma campanha política. Isso não pode ser permitido”, declarou o estudante.
A defesa de Crivella argumentou que o vídeo era de caráter institucional e não eleitoral, mas a Justiça entendeu que houve uso indevido da imagem, configurando dano moral. Esta não é a primeira vez que Crivella enfrenta processos por uso de imagem; em 2022, ele já havia sido condenado em caso semelhante.
Impacto político
A derrota judicial ocorre em meio às articulações de Crivella para uma possível candidatura ao governo do Rio em 2026. A condenação pode impactar sua imagem pública e gerar novos questionamentos sobre suas práticas eleitorais.
Especialistas em direito eleitoral destacam que o uso de imagem de terceiros sem autorização é uma infração grave, sujeita a multas e indenizações. A decisão serve como alerta para candidatos sobre os limites legais na propaganda eleitoral.



