Homem é condenado a 30 anos por matar esposa a facadas
Condenado a 30 anos por matar esposa a facadas em GO

Gilberto Rodrigues da Silva foi condenado a 30 anos de prisão em regime fechado por matar a facadas a esposa Cleria Rosa de Moraes, em Quirinópolis, na região sudoeste de Goiás. O crime ocorreu enquanto a vítima estava sentada ou parcialmente reclinada na cama, sem condições de reagir, conforme o Ministério Público de Goiás (MPGO). O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Quirinópolis reconheceu a qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima.

O crime

O assassinato aconteceu em outubro de 2025, na residência do casal, no Conjunto Onício Resende, em Quirinópolis. Cleria foi morta com um golpe de faca no pescoço. Segundo a Polícia Militar, após o crime, Gilberto foi encontrado sentado na calçada, sujo de sangue. Quando questionado, afirmou que 'acabou com o sofrimento' da esposa. Ele confessou o crime a uma vizinha, que acionou a polícia. O tenente Bruno Estanislau Cruz informou que o suspeito estava sob efeito de bebida ou drogas. Cleria já estava sem vida no interior da residência. Gilberto foi preso em flagrante.

Julgamento e condenação

O julgamento ocorreu no dia 10 de junho deste ano, em Quirinópolis, conduzido pelo juiz Lucas Caetano Marques de Almeida. Gilberto foi condenado por feminicídio qualificado. O Conselho de Sentença também reconheceu a qualificadora do motivo torpe, sustentada pelo MPGO. A pena deverá ser cumprida em regime fechado. Além da prisão, a Justiça determinou a execução imediata da condenação e fixou indenização de R$ 50 mil aos familiares de Cleria.

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Defesa e motivação

A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Gilberto. De acordo com o processo, Cleria estava em recuperação de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e apresentava limitações físicas. Após ser preso e confessar o crime, Gilberto afirmou que matou a companheira para 'acabar com o sofrimento do casal'. Para os jurados, a justificativa demonstrou motivação moralmente reprovável e incompatível com a dignidade da vítima, conforme destacou o MPGO.

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