O Tribunal do Júri de Juiz de Fora condenou Patrick Experidião da Silva Clemente a 21 anos de prisão, em regime inicial fechado, pela morte de Diego Antônio Santos Lopes. O crime ocorreu em outubro de 2022, no bairro Santa Efigênia, após uma discussão em um bar. O julgamento foi realizado nesta terça-feira (14).
Júri acolhe tese do Ministério Público
Os jurados acolheram a tese do Ministério Público de Minas Gerais e condenaram o réu por homicídio triplamente qualificado: motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. Patrick deu entrada no sistema prisional em dezembro de 2025. O g1 entrou em contato com a defesa de Patrick, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.
Outro envolvido já havia sido condenado
O outro envolvido no crime, João Paulo Inácio Dazani, já havia sido julgado e condenado em setembro de 2024. Ele recebeu a mesma pena, pelos mesmos crimes.
Relembre o crime
Conforme a denúncia do Ministério Público, na madrugada de 17 de outubro de 2022, Diego Antônio Santos Lopes foi morto a pauladas e pedradas no bairro Santa Efigênia. João Paulo Inácio Dazini e Patrick Experidião da Silva Clemente foram acusados e condenados pelo crime.
De acordo com as investigações, Diego teria se aproximado dos envolvidos e perguntado se eles tinham cocaína para vender, o que deu início a uma discussão. Os homens mandaram Diego procurar os traficantes da região e a briga só parou após a intervenção de um primo da vítima.
Pouco tempo depois, Diego foi convidado para ir a uma festa. Acreditando que o desentendimento já havia sido superado, a vítima aceitou o convite e saiu do bar com os homens. No caminho, próximo ao cruzamento das ruas Clóvis Jaguaribe dos Santos e Délcio Fortini, começaram a agredir Diego com pedaços de alvenaria e tijolos que encontraram na rua. Mesmo após cair no chão, Diego continuou sendo espancado e morreu no local devido a um traumatismo craniano grave.



