A Justiça condenou a 16 anos de prisão o motorista Carlos da Conceição dos Santos pelo atropelamento e morte do menino Guilherme Tapajós Santos, de 11 anos, ocorrido na rodovia PA-370, em Santarém. O réu compareceu ao julgamento, mas deixou o local antes da leitura da sentença final, alegando dores e necessidade de atendimento médico.
Mandado de prisão expedido
Diante da ausência e da condenação, o juiz Gabriel Veloso de Araújo expediu o mandado de prisão, encaminhado à Polícia e à Execução Penal para cumprimento. O julgamento foi encerrado na noite de terça-feira (7), no Fórum de Santarém, mais de um ano e meio após o crime.
Tese do Ministério Público
O Ministério Público sustentou a condenação por homicídio com dolo eventual, tese aplicada quando o autor assume o risco de produzir o resultado morte. A acusação destacou qualificadoras como a embriaguez ao volante e a impossibilidade de defesa da vítima, além do fato de o menino ser menor de 14 anos. A defesa do réu trabalhou com a tese de exclusão dessas qualificadoras, mas não obteve sucesso com os jurados.
Relembre o caso
O crime ocorreu na noite de 3 de novembro de 2024, na comunidade Cristo Rei, em Santarém. Carlos dirigia um Fiat Siena em alta velocidade e sem possuir CNH. Sob efeito de álcool, ele realizava manobras em zigue-zague e invadiu a contramão, atingindo Guilherme, que caminhava pelo acostamento da rodovia. O motorista fugiu sem prestar socorro, e a criança morreu na hora. Ele foi perseguido por moradores e detido quilômetros depois, após capotar o carro.
Protesto por justiça
Na segunda-feira (6), familiares de Guilherme e moradores das margens da PA-370 realizaram um protesto cobrando a condenação do acusado. O julgamento ocorreu no Fórum de Santarém, com forte comoção popular.



