Caso Henry: interrogatórios de Monique e Jairinho marcam reta final do julgamento
Caso Henry: interrogatórios finais de Monique e Jairinho

O julgamento do caso Henry Borel entra em sua fase decisiva nesta terça-feira, 2 de junho de 2026, com os interrogatórios dos réus Monique Medeiros e Dr. Jairinho. Este é o nono dia de audiências no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, e os acusados falarão diretamente aos jurados, em um momento que antecede os debates entre acusação e defesa e a votação que definirá o destino do processo.

Reta final do julgamento

Após oito dias de audiências, que incluíram depoimentos de testemunhas de acusação e defesa, além de perícias, o caso chega ao ponto crucial. Monique Medeiros, mãe de Henry, e o ex-vereador Dr. Jairinho, padrasto da vítima, são acusados pela morte do menino de 4 anos, ocorrida em março de 2021. A expectativa é que os interrogatórios dos réus sejam determinantes para o convencimento dos jurados.

Interrogatórios cruciais

Nesta terça-feira, Monique e Jairinho terão a oportunidade de se defender pessoalmente, respondendo às perguntas do Ministério Público, da defesa e dos jurados. A acusação sustenta que os dois agiram de forma cruel e omissa, resultando na morte de Henry. Já as defesas buscam demonstrar a inocência dos réus ou atenuar suas responsabilidades.

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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) já apresentou provas e testemunhas que apontam para a participação ativa de Jairinho nas agressões que levaram à morte da criança, além da omissão de Monique, que não teria protegido o filho. A defesa de Jairinho, por sua vez, tenta desqualificar as provas e questionar a credibilidade das testemunhas.

Próximos passos

Após os interrogatórios, na quarta-feira, 3 de junho, ocorrerão os debates entre acusação e defesa. Cada parte terá tempo para expor seus argumentos finais, na tentativa de influenciar o veredicto dos jurados. Em seguida, os jurados se reunirão para votar, em sessão secreta, a condenação ou absolvição dos réus. O resultado deve ser conhecido ainda na quarta-feira ou na quinta-feira, dependendo da duração dos debates.

O caso Henry Borel mobilizou a opinião pública e gerou forte comoção nacional. A morte do menino, que apresentava múltiplas lesões, foi inicialmente tratada como acidental, mas investigações policiais e denúncias do MP-RJ revelaram um histórico de violência. O julgamento é acompanhado de perto por familiares, imprensa e ativistas dos direitos das crianças.

Monique Medeiros e Dr. Jairinho estão presos preventivamente desde 2021. Se condenados, podem pegar penas que somam dezenas de anos de prisão, por homicídio qualificado, tortura e outros crimes. A decisão dos jurados será soberana, mas cabe recurso às instâncias superiores.

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