Advogado viralizou ao concordar com condenação do próprio cliente
O advogado Rodrigo Pantaleão, que ganhou notoriedade nas redes sociais após um vídeo de uma audiência online em que concordou com a condenação de seu cliente, foi encontrado morto em sua residência em Florianópolis, Santa Catarina, nesta quinta-feira, 25 de junho de 2026. A informação foi confirmada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Santa Catarina, que acompanha o caso e exige uma investigação rigorosa.
Corpo foi achado sem sinais de violência; causa da morte é investigada
De acordo com a polícia, o corpo de Pantaleão foi localizado em sua casa, no bairro Trindade, sem marcas aparentes de violência. As primeiras suspeitas indicam morte natural, mas a causa oficial ainda depende do laudo necroscópico, que deve ser emitido pelo Instituto Médico Legal (IML) de Florianópolis. A perícia foi realizada no local e materiais foram coletados para exames toxicológicos e histopatológicos.
OAB-SC cobra transparência e rigor nas investigações
A OAB de Santa Catarina emitiu nota oficial lamentando a morte de Pantaleão e solicitando que as autoridades conduzam as investigações com total transparência. “A OAB-SC acompanha de perto os desdobramentos e exige uma apuração rigorosa e transparente dos fatos. Solidarizamo-nos com a família e amigos neste momento de dor”, diz o comunicado assinado pela presidente da seccional.
Caso que viralizou: advogado concordou com condenação em audiência
Rodrigo Pantaleão tornou-se conhecido nacionalmente em 2024, quando um trecho de uma audiência criminal online viralizou. No vídeo, ele afirmava ao juiz que concordava com a condenação do próprio cliente, gerando perplexidade entre internautas e colegas de profissão. Na ocasião, Pantaleão justificou sua postura como uma estratégia processual para obter uma pena mais branda, mas o episódio gerou debates sobre ética e defesa técnica no direito penal.
Colegas de profissão e clientes prestam homenagens
Nas redes sociais, advogados e ex-clientes de Pantaleão manifestaram pesar. Um colega de escritório, que preferiu não se identificar, afirmou que “Rodrigo era um profissional dedicado, mas o episódio da audiência o marcou profundamente. Ele vinha recebendo ameaças e críticas constantes”. A polícia não descarta nenhuma hipótese até a conclusão dos laudos.



