Prefeito de Nova York critica Fifa por preços abusivos na Copa do Mundo
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, criticou duramente a Fifa pelos altos custos impostos aos torcedores durante a Copa do Mundo de 2026. Em declarações recentes, Mamdani afirmou que a receita de US$ 9 bilhões gerada pelo torneio é mais do que suficiente para evitar que ingressos e transporte se tornem inacessíveis. A cidade-sede, em parceria com Nova Jersey, onde está localizado o Metlife Stadium — palco de oito jogos e da final —, tem adotado medidas para garantir que o evento mantenha seu caráter popular.
Aumento das tarifas de transporte e ingressos
Mamdani destacou o aumento das tarifas de transporte público para o Metlife Stadium como um dos principais entraves. 'A Fifa precisa entender que futebol é para todos, não apenas para quem pode pagar', disse o prefeito, que nasceu em Uganda e é torcedor do Arsenal. Ele também apontou que os preços dos ingressos estão elevados, o que pode excluir grande parte da população.
Medidas para tornar o evento acessível
Para mitigar os custos, a prefeitura de Nova York implementou iniciativas como ingressos a US$ 50 para partidas específicas e a criação de áreas gratuitas para torcedores, onde será possível acompanhar os jogos em telões. 'Queremos que todos possam vivenciar a Copa do Mundo, independentemente de sua condição financeira', afirmou Mamdani.
Fifa defende modelo de negócios
Em resposta, a Fifa defendeu seu modelo de precificação, argumentando que os valores refletem a demanda e a magnitude do evento. No entanto, Mamdani rebateu: 'Com US$ 9 bilhões de receita, é possível oferecer preços justos sem comprometer a qualidade. O futebol não pode se tornar um produto de luxo'. A final está marcada para o Metlife Stadium, em 19 de julho de 2026.



