A Justiça do Rio Grande do Norte decidiu que Luana Ludmylla Freire dos Santos e Leandro Vitor Botelho Costa de Araújo serão submetidos a júri popular pela morte de Jordan Matheus Leite de Castro e Mariana Emilly Dantas de Souza, crime ocorrido em maio de 2025 na Avenida Olavo Montenegro, em Parnamirim, região metropolitana de Natal. A sentença de pronúncia foi assinada em 11 de julho de 2026 pelo juiz Marcos José Sampaio de Freitas Júnior, titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Parnamirim. A decisão determina que os dois acusados sejam julgados pelo Tribunal do Júri pelos crimes de homicídio qualificado e uso de arma de fogo de uso restrito ou proibido.
Pronúncia mantém prisão preventiva
A sentença de pronúncia não representa condenação, mas sim o reconhecimento de que existem indícios suficientes de autoria e materialidade para que o caso seja apreciado por jurados. Na mesma decisão, o magistrado manteve a prisão preventiva dos dois réus. Segundo o juiz, os fundamentos que justificaram a prisão anteriormente continuam válidos, incluindo a gravidade da acusação, o emprego de arma de fogo de uso restrito e relatos de testemunhas que demonstraram temor.
Relembre o caso
Jordan Matheus Leite de Castro, de idade não divulgada, e Mariana Emilly Dantas de Souza foram mortos a tiros no dia 12 de maio de 2025, por volta das 18h50, enquanto trafegavam pela Avenida Olavo Lacerda Montenegro, entre os bairros Parque das Nações (Coophab) e Nova Parnamirim. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), Jordan conduzia um Fiat Uno Way verde e Mariana estava no banco do passageiro quando um Fiat Uno branco se aproximou do veículo. Conforme a acusação, Leandro teria efetuado os disparos contra o casal. Jordan morreu ainda no local. Mariana foi socorrida e levada ao Hospital Deoclécio Marques de Lucena, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no dia seguinte.
Após os disparos, testemunhas relataram que Mariana conseguiu sair do veículo e pedir ajuda. Em depoimentos registrados no processo, ela teria informado a pessoas que prestaram socorro quem seria o responsável pelos tiros.
Investigação e prisões
Durante as investigações, a Polícia Civil apontou a participação de Leandro e, posteriormente, de Luana Ludmylla Freire dos Santos, que era ex-companheira de Jordan e atual companheira de Leandro. Leandro foi preso pela Polícia Civil no dia 22 de maio de 2025. Em setembro do mesmo ano, Luana também foi presa após a polícia apontar sua participação no crime. De acordo com a denúncia, Luana teria auxiliado na execução do homicídio ao conduzir o veículo utilizado na ação enquanto Leandro efetuava os disparos contra o casal.
O caso foi investigado pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Parnamirim. A denúncia inicial foi recebida pela Justiça em julho de 2025 e, após o avanço das investigações, houve aditamento da acusação para incluir Luana como ré no processo. O júri popular ainda terá data definida pela Justiça.



