Um edifício em Manhattan, Nova York, que está sendo convertido de escritório para uso residencial, foi evacuado nesta terça-feira (7) devido a risco iminente de desabamento. A estrutura, que já foi sede da farmacêutica Pfizer, acumula 22 infrações desde 2020, segundo autoridades locais.
Ruas esvaziadas e prédios vizinhos evacuados
O incidente ocorreu no bairro de Midtown East, na altura da rua 42 com a Segunda Avenida. Equipes de emergência interditaram quarteirões inteiros e ordenaram a evacuação de edifícios vizinhos. Operários que trabalhavam na reforma perceberam concreto desmoronando e vigas entortando em uma das áreas do prédio.
De acordo com o Departamento de Edifícios de Nova York, os danos estruturais estão limitados a uma pequena seção, mas a condição geral do imóvel ainda é considerada instável. Engenheiros foram acionados para avaliar se há risco de colapso total ou parcial.
Histórico de infrações e multas
Desde 2020, o edifício acumula 22 infrações relacionadas à obra de conversão residencial, incluindo falhas na segurança dos trabalhadores e ausência de licenças adequadas. O valor total das multas aplicadas ultrapassa US$ 150 mil, mas parte delas ainda está em fase de recurso.
“O proprietário tem um histórico de descumprimento de normas. Vamos investigar se houve negligência que contribuiu para o risco atual”, afirmou um porta-voz do departamento, que preferiu não ser identificado.
Investigação em andamento
A causa exata do problema estrutural ainda está sendo investigada. Suspeita-se que a remoção de paredes internas e a instalação de novas tubulações possam ter comprometido a sustentação da viga danificada. O prédio, originalmente construído na década de 1960, passou por várias reformas ao longo dos anos.
Moradores e comerciantes da região foram orientados a permanecer fora da área até que a perícia seja concluída. Não há previsão para liberação das ruas ou retorno dos evacuados.
Este é mais um caso que expõe os desafios da conversão de edifícios comerciais antigos em residenciais em Nova York, uma tendência crescente desde a pandemia, mas que esbarra em problemas estruturais e burocráticos.



