A Prefeitura de Jacareí informou na segunda-feira, 20, que dará início ao processo de desapropriação da fábrica da Caoa Chery no município. Segundo o Executivo, a montadora não apresentou plano de retomada de atividades da unidade, inativa desde 2022, no prazo estipulado de um ano.
Decisão comunicada por ofício
A decisão foi comunicada por meio de ofício assinado pelo prefeito Celso Florêncio e encaminhado a Carlos Alberto de Oliveira Andrade Filho, presidente do Grupo Caoa, e a Cláudio Guowi Xu, gerente geral da Chery International. No documento, a administração municipal afirma que avançará nos trâmites internos necessários para editar e publicar o decreto de desapropriação do imóvel.
Procurada, a Caoa Chery ainda não se pronunciou. A reportagem do Jornal do Carro também procurou a Chery International, que não retornou o contato. O texto será atualizado caso as empresas se posicionem.
Histórico das tratativas
As tratativas sobre o futuro da fábrica começaram em junho de 2025. Na ocasião, o município solicitou esclarecimentos sobre os planos das empresas para o imóvel. A resposta, recebida uma semana depois, não teria apresentado informações objetivas sobre uma possível retomada da produção.
Em julho daquele ano, a prefeitura reiterou o pedido de esclarecimentos e comunicou que pretendia enviar à Câmara Municipal um projeto para instituir o IPTU Progressivo sobre imóveis industriais subutilizados.
Prazo ampliado a pedido das empresas
No dia 21 do mesmo mês, o Executivo notificou as empresas sobre a possibilidade de reversão da doação da área ou de desapropriação do imóvel. Inicialmente, Caoa e Chery teriam 45 dias para apresentar um plano de reativação da fábrica. A pedido das próprias empresas, porém, o prazo foi ampliado para 12 meses. Segundo a prefeitura, a extensão serviria para permitir a elaboração de uma proposta consistente para a retomada das atividades.
O município voltou a cobrar uma posição em abril deste ano. No novo ofício, solicitou uma manifestação objetiva sobre o interesse das empresas em construir uma solução consensual para a unidade.
Prazo expirado sem plano
De acordo com a administração municipal, o período de 12 meses terminou sem a apresentação de informações atualizadas que permitissem acompanhar a elaboração ou a execução de um eventual plano de reabertura da fábrica. Apesar do avanço no processo de desapropriação, a prefeitura afirmou que permanece aberta ao diálogo. O Executivo ainda poderá analisar uma proposta “objetiva e concreta” apresentada pelas empresas durante a tramitação.



