AL, SE e MG favorecem mercado livre de gás
AL, SE e MG favorecem mercado livre de gás

Os estados de Alagoas, Sergipe e Minas Gerais deram um passo significativo para a abertura do mercado livre de gás natural, aprovando legislações que permitem que grandes consumidores negociem diretamente com fornecedores, sem a intermediação das distribuidoras locais. A medida, que já está em vigor em outros estados, promete aumentar a competitividade e atrair investimentos para a indústria regional.

Novas regras ampliam acesso ao gás natural

As leis aprovadas nos três estados seguem a tendência nacional de flexibilização do setor, alinhadas à Nova Lei do Gás (Lei 14.134/2021), que busca promover a concorrência e reduzir o custo da energia para o setor produtivo. Com a mudança, consumidores com demanda superior a um milhão de metros cúbicos por dia poderão escolher seu supridor, negociar preços e contratos de longo prazo, e até mesmo investir em infraestrutura própria, como gasodutos de conexão.

Segundo o governo de Alagoas, a expectativa é que a medida atraia novas indústrias para o estado, especialmente nos setores químico e cerâmico, que são grandes consumidores de gás. Em Sergipe, a legislação foi vista como um marco para a exploração do pré-sal na região, que tem grande potencial de produção. Já em Minas Gerais, a abertura do mercado deve beneficiar o polo siderúrgico, que depende intensamente do combustível.

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Impacto econômico e investimentos

A abertura do mercado livre de gás é vista por especialistas como um vetor de desenvolvimento econômico. Estudos indicam que a medida pode reduzir os custos de produção em até 20% para as indústrias que aderirem ao modelo, aumentando a competitividade dos produtos brasileiros no cenário internacional. Além disso, a maior oferta de gás deve estimular a geração de energia elétrica por termelétricas, garantindo segurança energética ao país.

“O mercado livre é um caminho sem volta. Estamos saindo de um modelo de monopólio para um modelo de concorrência, o que é benéfico para todos”, afirmou o secretário de Energia de Minas Gerais, em entrevista coletiva. Ele destacou que a medida deve atrair investimentos de mais de R$ 5 bilhões nos próximos cinco anos, com a construção de novas plantas industriais e a expansão das existentes.

Desafios e próximos passos

Apesar dos avanços, a implementação do mercado livre ainda enfrenta desafios, como a necessidade de adaptação da infraestrutura de transporte e distribuição, além da criação de um ambiente regulatório estável. As agências reguladoras estaduais terão papel fundamental para garantir a transparência e a segurança jurídica dos contratos.

Nos próximos meses, os três estados devem publicar os decretos de regulamentação, definindo os critérios técnicos e operacionais para a migração dos consumidores ao mercado livre. Espera-se que outros estados sigam o exemplo, ampliando o alcance da medida em todo o território nacional.

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