Unicamp abre concursos exclusivos para professores negros
Unicamp abre concursos exclusivos para professores negros

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) deu início aos primeiros concursos públicos destinados exclusivamente a candidatos negros para o cargo de professor doutor. A medida implementa um programa piloto aprovado pelo Conselho Universitário em 2024, conforme a Deliberação Consu-A-019/2024, que reserva 20% dos cargos do Magistério Superior para pretos e pardos, totalizando 24 vagas distribuídas entre as unidades de ensino.

Modelo inovador de concursos exclusivos

Diferentemente do sistema tradicional de cotas, onde parte das vagas de uma seleção aberta é reservada, a Unicamp optou por realizar concursos exclusivos para candidatos pretos e pardos. A justificativa é que os concursos para professor doutor geralmente oferecem apenas uma vaga, inviabilizando a reserva convencional. As inscrições para as primeiras cinco vagas já estão abertas.

Vagas disponíveis

  • Faculdade de Educação (FE): área de Cultura e Educação, com foco em educação infantil. Inscrições até 1º de julho.
  • Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FECFAU): Infraestrutura de Transportes e Geotecnia. Inscrições até 14 de julho.
  • Faculdade de Engenharia Química (FEQ): Engenharia Química. Inscrições até 15 de julho.
  • Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA): Nutrição. Inscrições até 23 de junho.
  • Faculdade de Enfermagem (FEnf): Administração Aplicada à Enfermagem. Inscrições até 1º de julho.

Os editais completos estão disponíveis no site da Unicamp.

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Processo de heteroidentificação

Os candidatos devem apresentar autodeclaração étnico-racial e passar por procedimento de heteroidentificação para confirmação. A ausência ou não confirmação pode levar ao indeferimento da candidatura. As unidades também devem abrir concursos em áreas gerais para ampliar a participação de diferentes formações.

Caráter piloto e avaliação futura

O programa será avaliado pelo Conselho Universitário dois anos após a publicação da norma. Uma comissão composta por docentes e representante do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab) produzirá relatórios anuais e um relatório final. Caso haja vagas não preenchidas, serão propostas medidas administrativas.

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