Professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) de Campo Grande paralisaram as atividades nesta sexta-feira (12), deixando escolas municipais sem aulas. A decisão foi tomada por unanimidade em assembleia do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), que cobra o cumprimento de um reajuste salarial de 5,4%.
Mobilização nas escolas
Algumas unidades, como a EM Geraldo Castelo, no Jardim Monte Líbano, amanheceram com avisos de paralisação nos portões. A categoria analisou a resposta da Prefeitura ao pedido de aplicação do percentual previsto na política do piso de 20 horas. Segundo os professores, o reajuste faz parte de um acordo firmado anteriormente entre o município e os trabalhadores da educação.
Resposta da Prefeitura
Em documento enviado ao sindicato, a Prefeitura informou que não tem condições financeiras de conceder o aumento neste momento, embora tenha reconhecido a existência do compromisso assumido com a categoria. A resposta gerou insatisfação entre os profissionais da educação.
Assembleia e próximos passos
Cerca de 300 professores participaram da assembleia que definiu a paralisação. Durante o encontro, os trabalhadores defenderam a necessidade de ampliar a mobilização e cobrar o cumprimento do acordo. De acordo com o presidente da ACP, Gilvano Bronzoni, a reivindicação não se limita ao reajuste salarial. Segundo ele, a categoria busca garantir o cumprimento de uma política construída ao longo dos anos por meio de negociações entre professores e o poder público.
Ao longo da assembleia, professores também destacaram a importância de fortalecer o diálogo com a comunidade escolar e manter a união entre os diferentes segmentos da rede municipal de ensino. Com a aprovação da paralisação, o sindicato iniciou os procedimentos legais para a realização do movimento e organizou ações de mobilização nas unidades escolares.
A expectativa da categoria é que a paralisação pressione o município a retomar as negociações sobre a aplicação do reajuste previsto no acordo. Enquanto isso, estudantes da rede municipal ficaram sem aulas nesta sexta-feira devido à adesão dos profissionais ao movimento.



