A professora Michele Ramos, que denunciou ter encontrado uma lâmina de vidro em seu copo de água na Escola Municipal de Ensino Fundamental Integral (EMEFI) Prof.ª Ildete Mendonça Barbosa, em São José dos Campos (SP), afirmou que ainda não sabe quando retornará ao trabalho, mas deseja permanecer na profissão. Em entrevista à Rede Vanguarda nesta sexta-feira (3), ela disse que está processando o episódio e aguarda atendimento pela Medicina do Trabalho, que incluirá acompanhamento psicológico e médico.
Desejo de voltar à sala de aula
“Eu ainda estou no momento de processar, ainda não sei se volto, mas, no fundo do coração, eu desejaria voltar, gostaria que desse certo. (...) Eu gosto muito dos meus alunos, gosto do que eu faço e, infelizmente, eu não tenho vontade ou coragem de pegar e largar tudo”, declarou Michele. O caso ocorreu na última semana, quando a professora percebeu agitação incomum dos alunos e foi alertada por estudantes sobre a presença do vidro no copo.
Reunião e possibilidade de transferência
Na quinta-feira (2), a professora participou de uma reunião de acolhimento na Secretaria de Educação. Segundo ela, foi informada de que o caso será acompanhado pela Delegacia da Infância e da Juventude e pelo Conselho Tutelar. A prefeitura ofereceu a possibilidade de transferência para outra escola, mas Michele ainda não decidiu se aceitará. Já os três alunos envolvidos deverão ser transferidos de unidade escolar.
Pedido de protocolos de segurança
Além do acompanhamento psicológico, a educadora espera que o episódio gere mudanças na rede municipal, com a criação de protocolos para orientar professores diante de violência nas escolas. “Eu não sou a primeira nem a última. Que a gente consiga lidar com isso e criar um ambiente escolar mais seguro e sadio”, afirmou.
Detalhes do ocorrido
Michele Ramos denunciou que um aluno colocou uma lâmina de vidro usada em análises de microscópio dentro de seu copo de água durante uma aula na EMEFI Prof.ª Ildete Mendonça Barbosa, no bairro Parque Residencial União. Antes de beber, ela desconfiou da agitação e foi alertada por outros estudantes. A Polícia Civil registrou o caso como tentativa de lesão corporal e encaminhou a investigação para a Delegacia da Infância e da Juventude. Três alunos foram suspensos e o caso segue sob investigação.



