Inteligência artificial e era digital são apostas para redação do Enem 2025
Inteligência artificial e era digital são apostas para redação do Enem 2025

A inteligência artificial e o impacto da era digital no trabalho e na educação colocam o eixo 'tecnologia, inteligência artificial e era digital' entre os mais cotados para a redação do Enem 2025. Professores ouvidos pela Folha afirmam que o exame tende a explorar as implicações éticas e sociais da tecnologia, estimulando o estudante a refletir sobre o papel da inovação no futuro do país. O tema reúne atualidade, complexidade e alcance coletivo, características centrais das propostas do Enem.

Embora a tecnologia já tenha aparecido de forma indireta em outras provas, a popularização das ferramentas de IA e o debate sobre regulação e autoria digital tornam 2025 um marco. 'A inteligência artificial é o fenômeno mais disruptivo do nosso tempo, capaz de transformar o mercado de trabalho e a forma de aprender', afirma Rafael Galvão, diretor pedagógico da Rede Alfa CEM. A expansão da IA e das plataformas digitais mudou a forma de aprender, trabalhar e se comunicar, gerando dilemas centrais da sociedade contemporânea: como conciliar inovação, ética e equidade?

O exame pode explorar as dualidades do avanço tecnológico: benefícios científicos e educacionais versus dilemas éticos, precarização do trabalho, desinformação e necessidade de requalificação. A relação entre IA e educação também deve aparecer, com o uso crescente de ferramentas digitais em sala de aula exigindo atualização docente e revisão curricular para desenvolver pensamento crítico, criatividade e responsabilidade no uso da tecnologia. Para Galvão, o tema pode levar o aluno a refletir sobre o modelo de ensino, questionando o foco conteudista e valorizando habilidades socioemocionais e criativas.

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Outra vertente é o debate sobre autoria, diante de casos recentes de uso indevido de IA em trabalhos e concursos. O eixo também envolve inclusão digital: o acesso desigual a dispositivos e à internet ainda exclui milhões de brasileiros, sobretudo idosos e pessoas de baixa renda. O Enem costuma priorizar temas com impacto social direto, e no caso da tecnologia e da IA, o recorte deve envolver cidadania, educação ou ética digital.

Para se preparar, é preciso compreender os impactos sociais, econômicos e culturais da era digital, acompanhando debates públicos e discutindo ética, trabalho e cidadania. Filmes, séries e livros que tratam de tecnologia, como obras de Yuval Noah Harari e Pierre Lévy, ajudam a entender as transformações da IA e suas implicações éticas e políticas. O estudante deve relacionar a IA a problemas concretos do país, como desigualdade de acesso, desinformação e desemprego tecnológico, evitando simplificações e opiniões genéricas. O equilíbrio e o embasamento em dados e exemplos concretos são diferenciais para uma redação nota mil.

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