Estudantes da Unesp protestam contra Tarcísio em Araraquara
Estudantes da Unesp protestam contra Tarcísio em Araraquara

Dezenas de alunos da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara realizaram um protesto durante a visita do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) às obras na Santa Casa da cidade, na tarde desta quinta-feira (11). A manifestação ocorre em meio à greve estudantil das universidades estaduais, com os alunos reivindicando melhorias na estrutura das faculdades. O g1 entrou em contato com o Governo de Estado de São Paulo e aguarda posicionamento.

Adesão à paralisação

Em Araraquara, os cursos de ciências sociais, farmácia, engenharia de bioprocessos e biotecnologia, administração pública, ciências econômicas, letras, pedagogia, química, engenharia química e pós-graduação em economia aderiram à paralisação. O ato foi organizado por entidades estudantis junto com o Diretório Central dos Estudantes (DCE), que representa os estudantes das 24 cidades com a Unesp.

Bloqueio policial

Policiais do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) impediram o acesso dos alunos ao hospital, onde o governador cumpria agenda. Guilherme Nogueira, diretor do DCE, participou da manifestação e afirmou ao g1 que o movimento denuncia o projeto de governo de Tarcísio para a educação, especialmente o ensino superior.

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Reivindicações dos estudantes

Nogueira destacou a necessidade de uma nova fonte de financiamento para a universidade, em vista da reforma tributária, e que os 2,34% que a Unesp recebe da cota parte do ICMS não são mais suficientes. “A Unesp expandiu, mas o financiamento não acompanhou esse crescimento. Isso tem recaído na falta de contratação de professores, na falta de construção de moradias e na valorização dos trabalhadores”, afirmou.

Entre as reivindicações, os estudantes pedem o reajuste da bolsa auxílio de R$ 800 para R$ 1.874 (salário mínimo paulista) e o aumento da oferta desse benefício. Também solicitam a contratação de professores efetivos, já que muitos cursos de licenciatura contam com docentes substitutos contratados temporariamente por 6 ou 10 meses, o que atrasa o início das aulas e prejudica a pesquisa e extensão.

Posicionamento da Unesp

A Unesp informou que cabe a cada direção decidir sobre a manutenção das aulas e como considerar as ausências dos alunos. A universidade reconhece o direito de manifestação e afirma que as reivindicações estão sendo tratadas no âmbito do Cruesp, o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas.

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