Quatro escolas brasileiras são finalistas do World's Best School Prizes 2026
Escolas brasileiras finalistas no World's Best School 2026

Quatro escolas brasileiras estão entre as dez finalistas do World's Best School Prizes 2026, um dos mais importantes reconhecimentos internacionais de educação, também conhecido como a 'Copa do Mundo das Escolas'. A premiação foi criada em 2022 pela T4 Education, organização que reúne uma comunidade global de educadores e escolas para compartilhar boas práticas, promover colaboração e fortalecer a aprendizagem e a cultura escolar. Segundo a organização, o prêmio tem como objetivo valorizar projetos educacionais 'capazes de transformar vidas dentro e fora da sala de aula'.

Escolas brasileiras finalistas

As escolas brasileiras finalistas são: Escola Baniwa Kalipana, em São Gabriel da Cachoeira (AM); Centro de Educação Infantil Rosa Mutran Maluf, em Cuiabá (MT); Centro Educacional Primeiro Mundo, em Canaã dos Carajás (PA); e Escola Municipal GET IV Centenário, no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro (RJ).

Vikas Pota, fundador da T4 Education e do World's Best School Prizes, comentou que cada uma das instituições está, da sua forma, preparando crianças e jovens para um mundo cada vez mais complexo e incerto. 'Em suas salas de aula, mostram diariamente o que funciona na educação. São exemplos dos quais governos e escolas de todo o mundo podem aprender', analisa Pota.

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Os vencedores serão anunciados em novembro de 2026. Além disso, as 50 escolas finalistas participarão de uma votação pública para definir a vencedora do prêmio Community Choice Award (Escolha da Comunidade).

Categoria Superação de Adversidades

Duas escolas brasileiras são finalistas na categoria 'Superação de Adversidades': o Centro Educacional Primeiro Mundo e a Escola Municipal GET IV Centenário.

O Centro Educacional Primeiro Mundo, localizado em Canaã dos Carajás (PA), tornou-se um polo educacional na Amazônia. A instituição oferece oportunidades acadêmicas e científicas para cerca de 4 mil estudantes de diferentes origens sociais, econômicas e culturais. O programa foca na inclusão de estudantes neurodivergentes, pessoas com deficiências e alunos indígenas. 'Em apenas três anos, seus estudantes conquistaram mais de mil medalhas em olimpíadas acadêmicas nacionais e internacionais. Um dos destaques foi um aluno bolsista que passou a representar o Brasil em competições internacionais de astronomia e física', descreve a T4 Education.

A Escola Municipal GET IV Centenário, baseada no Complexo da Maré (RJ), utiliza tecnologias como robótica, realidade virtual e impressão 3D para estimular criatividade, inovação e resolução de problemas reais da comunidade. A metodologia batizada de 'Fábrica de Sonhos' inclui atividades voltadas ao desenvolvimento socioemocional e à construção de projetos de vida, além de forte participação das famílias na rotina escolar. 'Apesar dos desafios do território, a escola mantém índice de evasão zero, frequência superior a 90% e taxa de alfabetização de 97%, superando médias municipais e nacionais de desempenho educacional', ressalta a organização do prêmio.

Categorias Inovação e Ação Ambiental

As outras duas representantes brasileiras são finalistas nas categorias 'Inovação' e 'Ação Ambiental', respectivamente: Centro de Educação Infantil Rosa Mutran Maluf e Escola Baniwa Kalipana.

O Centro de Educação Infantil Rosa Mutran Maluf, em Cuiabá (MT), desenvolveu a metodologia 'Criancice', que substitui salas de aula fixas por diferentes territórios de aprendizagem temáticos. Com isso, as crianças podem circular por ambientes voltados à ciência, arte, literatura, movimento, tecnologia e cultura, construindo conhecimento por meio da experimentação, da brincadeira e da investigação. 'O modelo tem contribuído para o fortalecimento da autonomia, da expressão emocional e das habilidades sociais dos estudantes, além de ampliar o envolvimento das famílias no processo educativo', destaca a T4 Education.

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A Escola Baniwa Kalipana, situada em São Gabriel da Cachoeira (AM), promove uma educação indígena contextualizada baseada no sistema agrícola tradicional Káali, que conecta o cultivo da mandioca a conhecimentos ecológicos, memória, arte, espiritualidade, saúde e vida comunitária. A organização do prêmio destaca que o modelo integra os 'saberes tradicionais ao currículo nacional, com aulas realizadas em duas línguas e forte participação da comunidade'. 'Entre os resultados alcançados estão projetos de sustentabilidade que beneficiaram dezenas de comunidades da região, incluindo sistemas de energia solar para abastecimento de água potável, iniciativas de segurança alimentar e programas de meliponicultura', afirma.