Especialistas veem como avanço a exigência de nota mínima no Enamed para o exercício da Medicina. Uma medida provisória assinada pelo presidente Lula determina que futuros formandos precisem atingir pelo menos 60% de aproveitamento no exame para obter o registro profissional junto ao Conselho Regional de Medicina. A regra não afeta quem já está cursando a graduação.
O que muda com a nova regra
A partir de 2032, todos os estudantes que concluírem o curso de Medicina deverão alcançar no mínimo 60% de acertos no Exame Nacional de Avaliação da Educação Médica (Enamed) para conseguir o registro profissional. Sem esse registro, não é possível exercer legalmente a profissão de médico no Brasil.
A medida é comparada por especialistas ao exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), obrigatório para advogados. O objetivo é melhorar a qualidade do ensino médico e avaliar as instituições de forma mais rigorosa.
Impacto nos estudantes atuais
Importante destacar que a medida provisória não se aplica aos estudantes que já estão matriculados em cursos de Medicina. A nova exigência vale apenas para quem ingressar no curso a partir da data de publicação da MP ou para aqueles que se formarem após 2032, conforme cronograma estabelecido.
Reações e expectativas
Especialistas em educação médica comemoraram a iniciativa, afirmando que ela pode elevar o padrão dos profissionais formados no país. Conselhos de Medicina e associações de classe também manifestaram apoio, ressaltando a importância de garantir que médicos recém-formados tenham conhecimentos mínimos para atender a população com segurança.
A medida provisória ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional para se tornar lei definitiva. O governo espera que a tramitação ocorra sem grandes resistências, dada a relevância para a saúde pública.



