MP de Santa Catarina pede arquivamento de investigação sobre morte do cão Orelha por falta de provas
MP de Santa Catarina pede arquivamento de investigação sobre morte do cão Orelha por falta de provas

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) protocolou um pedido de arquivamento total das investigações sobre a morte do cão Orelha, ocorrida em 4 de janeiro na Praia Brava, em Florianópolis. O pedido foi encaminhado à juíza Vanessa Bonetti Haupenthal, da Vara da Infância, na última sexta-feira (8).

O relatório de 170 páginas, que solicita o arquivamento por falta de provas, foi antecipado nesta terça-feira (12) pelo colunista Anderson Silva, da NSC. A Polícia Civil afirmou que concluiu as investigações e encaminhou os autos ao MPSC, órgão responsável por decidir sobre denúncia ou arquivamento.

Em 9 de abril, três meses após a morte, o MPSC havia solicitado novas diligências à Polícia Civil, apontando lacunas e inconsistências no inquérito. As medidas visavam aprofundar provas e esclarecer contradições. As novas informações foram analisadas e resultaram no relatório que agora está sob análise do Judiciário.

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A investigação policial indiciou um adolescente por suposta participação na morte, mas o MPSC não encontrou provas suficientes para dar continuidade ao caso. O corpo do cão foi exumado para novo laudo, mas a perícia da Polícia Científica não identificou a causa da morte, descartando fraturas no esqueleto, mas sem excluir a possibilidade de trauma cranioencefálico.

O caso ganhou repercussão internacional após mobilização da comunidade local. Em março, o governo federal anunciou o decreto 'Cão Orelha', que prevê multas de R$ 1.500 a R$ 50 mil para maus-tratos a animais, podendo chegar a R$ 1 milhão com agravantes. Agora, cabe à juíza decidir se o arquivamento será aceito.

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