Dignidade menstrual: o sofrimento invisível das meninas nas escolas
Dignidade menstrual: sofrimento invisível nas escolas

A dor menstrual feminina é frequentemente ignorada e naturalizada pela sociedade, gerando impactos profundos na vida escolar de milhões de meninas. Um estudo recente do Instituto Alana revela que quatro em cada dez meninas faltam às aulas pelo menos uma vez por mês devido a sintomas menstruais. Esse dado alarmante expõe a necessidade urgente de ações efetivas para garantir a dignidade menstrual no Brasil.

O problema invisível

A pesquisa do Instituto Alana aponta que, além da falta de infraestrutura adequada nas escolas, a ausência de educação menstrual contribui para o sofrimento e o estigma. Muitas meninas não têm acesso a absorventes, banheiros limpos e privativos, nem a informações sobre o próprio corpo. A endometriose, condição que afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva, é um dos agravantes, mas o diagnóstico e o tratamento ainda são negligenciados.

Impactos na educação

A evasão escolar por causas menstruais não é apenas um problema de saúde, mas também de desigualdade de gênero. Meninas de baixa renda são as mais afetadas, perpetuando ciclos de pobreza e exclusão. A falta de políticas integradas entre saúde e educação dificulta o enfrentamento da questão.

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Legislação e iniciativas

A Lei nº 14.214/2021, que institui o Programa de Proteção e Promoção da Dignidade Menstrual, é um passo importante, mas sua implementação ainda enfrenta obstáculos. Iniciativas do UNICEF e do UNFPA buscam distribuir absorventes e promover educação menstrual, mas o alcance ainda é limitado. É fundamental que haja investimento em infraestrutura escolar, capacitação de professores e campanhas de conscientização.

Caminhos para a mudança

Para garantir que ser menina não doa, é preciso desnaturalizar a dor menstrual e tratá-la como uma questão de saúde pública e direitos humanos. A integração entre saúde, educação e assistência social, aliada a políticas públicas robustas, pode transformar a realidade de milhões de meninas no Brasil.

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