Analfabetismo no Brasil atinge menor taxa histórica, mas 8,4 milhões ainda não sabem ler
Analfabetismo no Brasil atinge menor taxa histórica

O analfabetismo no Brasil alcançou a menor taxa da história, com menos de 5% da população não sabendo ler nem escrever. No entanto, 8,4 milhões de brasileiros ainda enfrentam essa realidade. A professora Camilla Gomes trabalha diariamente para transformar letras em palavras e histórias para seus alunos.

Pela primeira vez, o índice de analfabetismo ficou abaixo de 5%. A maioria dos que não sabem ler e escrever são idosos que não tiveram a oportunidade de estudar quando jovens. Entre pessoas com menos de 60 anos, a taxa de analfabetismo é significativamente menor.

Desafios e soluções

Cláudia Costin, ex-diretora de Educação do Banco Mundial, explica: "Agora, batemos em um teto porque a população de mais de 60 anos não tem uma motivação adicional para ir buscar a educação de jovens e adultos. Mas cabe ao poder público criar vagas e incentivá-los a estudar."

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Quase todas as crianças entre 6 e 14 anos no Brasil estão na etapa correta de aprendizado. O maior desafio surge no ensino médio, com a evasão escolar. A partir dos 16 anos, a taxa de abandono chega a quase 20%.

Motivos para o abandono escolar

  • Necessidade de trabalhar
  • Gravidez entre jovens mulheres
  • Desinteresse: um em cada quatro jovens brasileiros afirma não querer estudar

Atualmente, 17,5% dos jovens não estudam, não trabalham nem se qualificam, embora o percentual seja menor que em anos anteriores.

A professora Camila Gomes ressalta: "A escola e a educação se apresentam como o principal caminho para uma transformação social. Não tem outro caminho, a meu ver."

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