Seguro-viagem para Copa 2026 pode custar até R$ 2.050; veja dicas
Seguro-viagem para Copa 2026: preços e dicas essenciais

Com jogos distribuídos entre Estados Unidos, Canadá e México, a Copa do Mundo de 2026 apresentará um desafio extra para os brasileiros que desejam acompanhar a competição de perto: escolher um seguro-viagem adequado para um roteiro internacional que pode envolver múltiplos destinos e custos médicos elevados.

Especialistas do setor afirmam que o valor da apólice varia principalmente de acordo com a idade do viajante, o tempo de permanência no exterior e o limite de cobertura médica contratado. As estimativas de custo do seguro para o torneio partem de cerca de R$ 500 para viagens mais curtas e podem ultrapassar R$ 2 mil em planos com coberturas mais amplas.

Preços e coberturas

Segundo Cláudia Brito, sócia-diretora comercial e de marketing da Coris, um seguro para acompanhar toda a competição durante 41 dias pode custar a partir de US$ 112 (cerca de R$ 570) em um plano com cobertura médica de US$ 30 mil (aproximadamente R$ 150 mil). Nos produtos com proteção ampliada, os valores podem chegar a US$ 406 (cerca de R$ 2.050) para cobertura de até US$ 1 milhão (R$ 5 milhões).

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Na Hero Seguros, uma simulação para um viajante de até 40 anos em um pacote de 15 dias com cobertura médica de US$ 150 mil (ou R$ 754 mil) custa em torno de R$ 494,15 — aproximadamente R$ 30 por dia para estar protegido nos três países-sede. De olho na demanda causada pelo evento, a empresa lançou um produto exclusivo para a Copa do Mundo 2026, batizado de Rumo ao Hexa, com pacotes fechados de 15, 30 ou 45 dias e 20% de desconto sobre a tarifa de tabela.

“Quando consideramos os custos médicos elevados dos Estados Unidos, esse é um investimento relativamente baixo para garantir suporte e tranquilidade durante a viagem”, diz Rafael Ortiz, diretor de produtos aéreos e terrestres da Voetur Viagens.

O que mais influencia no preço?

Os especialistas apontam que a cobertura médica é um dos principais fatores de formação do preço, especialmente devido aos custos de atendimento nos Estados Unidos. “Nos EUA, os custos hospitalares estão entre os mais altos do mundo. Recomendamos coberturas a partir de US$ 150 mil (R$ 754 mil)”, ressalta Luciana Volante, diretora da unidade de seguro-viagem da Hero.

Brito faz avaliação semelhante: “Quando a viagem passa pelos EUA, o indicado é sempre contratar coberturas mais altas. Qualquer gripe pode ocasionar uma ida a um médico ou hospital, e o tratamento pode ultrapassar US$ 7 mil (R$ 35 mil).” Segundo a executiva da Coris, por conta disso, as viagens que incluem apenas México e Canadá geralmente resultam em seguros mais baratos do que roteiros que passam pelos Estados Unidos.

Quais coberturas são consideradas essenciais?

A assistência médica continua sendo a principal cobertura recomendada. Também aparecem entre as prioridades:

  • Cancelamento de viagem;
  • Atraso de voo;
  • Extravio de bagagem;
  • Traslado médico;
  • Regresso sanitário.

Além dessas coberturas tradicionais, alguns produtos oferecem proteções específicas para grandes eventos, como reembolso de ingressos, proteção para celulares e notebooks, cobertura para roubo de bagagem durante deslocamentos urbanos e assistência em casos de perda de cartões de crédito. “Em um evento do porte da Copa do Mundo, o viajante deve priorizar uma cobertura adequada às suas necessidades, em vez de olhar apenas para o preço”, observa Ortiz.

Erros mais comuns na contratação

Entre os principais erros cometidos pelos viajantes estão a contratação de coberturas médicas insuficientes, a ausência de proteção para cancelamento e a confiança exclusiva em seguros vinculados a cartões de crédito, segundo os especialistas consultados. Volante também alerta para a importância de verificar os limites de indenização e as condições de vigência da apólice antes da contratação.

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Também é preciso ter atenção às exclusões contratuais, especialmente para atividades esportivas e situações relacionadas à alimentação. “Às vezes, um simples jogo de futebol na praia é considerado esporte, e não lazer. É necessário observar o que o seguro cobre”, diz Brito. A executiva também recomenda verificar se a apólice prevê cobertura para intoxicação alimentar: “Quando a viagem envolve países que mudam muito a nossa rotina alimentar, é comum alterar toda a nossa flora, então deve ser observado se o seguro cobre ou não.”