A Prefeitura do Rio de Janeiro lançou o projeto-piloto Rio Rotativo Digital, que substitui os tradicionais talões de papel por pagamentos via aplicativo em 667 vagas de estacionamento na Lagoa Rodrigo de Freitas. Com a mudança, os guardadores de carros, conhecidos como flanelinhas, foram transformados em 'agentes de verificação', com novas regras de atuação.
Como funcionam os novos agentes de verificação
Os agentes de verificação usarão uniforme oficial e não poderão receber dinheiro dos motoristas. Sua função é checar os dados dos veículos estacionados, conferindo se o pagamento foi realizado pelo aplicativo. No entanto, eles não têm poder de multa; caso identifiquem irregularidades, devem acionar a fiscalização da prefeitura.
A remuneração dos agentes será de R$ 1,40 por vaga verificada. A medida visa regularizar a atividade dos flanelinhas, que antes atuavam informalmente, e reduzir conflitos com motoristas.
Objetivos do projeto-piloto
Segundo a prefeitura, o Rio Rotativo Digital busca modernizar o sistema de estacionamento rotativo, aumentando a rotatividade de vagas e facilitando o pagamento por meios digitais. A Lagoa Rodrigo de Freitas foi escolhida como piloto por ser uma área de grande movimentação de veículos.
O secretário municipal de Transportes, Maína Celidonio, afirmou que 'a transformação dos guardadores em agentes de verificação é um passo importante para a profissionalização da categoria e para a melhoria dos serviços prestados à população'.
Impactos e próximos passos
A expectativa é que o modelo seja expandido para outras regiões da cidade caso o piloto seja bem-sucedido. A prefeitura também planeja oferecer treinamento aos agentes para garantir a correta execução das atividades.
Motoristas que utilizam as vagas na Lagoa já podem baixar o aplicativo do Rio Rotativo Digital e realizar o pagamento de forma online. A fiscalização será feita por agentes da prefeitura, que poderão aplicar multas em caso de não pagamento.



