Prédio de Michael Jackson no Pelourinho corre risco de fechar
Prédio de Michael Jackson no Pelourinho pode fechar

O casarão colonial no Largo do Pelourinho, em Salvador, onde Michael Jackson apareceu durante o clipe de "They Don't Care About Us", completou 30 anos em fevereiro de 2025 e continua atraindo turistas do mundo inteiro. No entanto, o imóvel enfrenta problemas estruturais e uma ação judicial que ameaçam seu funcionamento como ponto turístico.

Problemas estruturais na sacada e no interior

Uma vistoria realizada pela Defesa Civil de Salvador (Codesal) em julho de 2025 identificou fissuras, manchas de umidade, desprendimento de trechos do reboco da laje, armadura metálica exposta e piso parcialmente destruído no pavimento superior. Em nova visita na quarta-feira (22), o órgão constatou reparos no piso do primeiro pavimento e em pontos com desprendimento de reboco e ferragens expostas, mas ainda persistem irregularidades que exigem novas intervenções. Segundo a Codesal, a fachada está em bom estado, mas no interior há fissuras em pilares e oxidação nas armaduras com desprendimento de reboco na laje do primeiro pavimento. A pasta reforçou que não há risco iminente de desabamento, mas recomendou a contratação de profissional habilitado e registrado no CREA ou CAU para serviços de manutenção.

Ação judicial pode encerrar funcionamento

Carlos Alberto dos Santos, responsável por preservar a história da passagem de Michael Jackson pelo imóvel e receber visitantes desde 2009, foi notificado pela Justiça para desocupar o local até quinta-feira (23). Segundo sua defesa, a decisão é de primeira instância e o processo ainda está em andamento. Carlos Alberto afirma que ocupava o imóvel sem pagar aluguel, com autorização do proprietário, um estrangeiro não identificado. Após a morte de Michael Jackson em 2009, o casarão ganhou status de atração turística, com visitas organizadas mediante compra de souvenirs. O g1 tenta contato com o proprietário, mas não obteve retorno. A defesa de Carlos Alberto informou que se manifestará apenas pelos meios legais.

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Turistas continuam visitando apesar das restrições

Mesmo com a sacada fechada para visitação por problemas estruturais, a maioria dos turistas para em frente ao casarão para fotos. A fachada exibe um grande banner com a imagem do artista. No térreo, uma loja vende produtos personalizados como camisas, ímãs de geladeira, cadernos, almofadas, abridores de garrafa, isqueiros e broches. Segundo o vendedor Carlos Alberto, a estrutura do casarão permanece a mesma de 1996, quando Michael Jackson gravou o clipe no Pelourinho.

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