Polêmica em Copacabana: identificação de ambulantes divide prefeitura e moradores
Polêmica em Copacabana: identificação de ambulantes divide opiniões

O programa Tolerância Zero, lançado pela Prefeitura do Rio de Janeiro para intensificar a fiscalização na orla, gerou polêmica em Copacabana. Moradores e a Sociedade Amigos de Copacabana contestam a eficácia da identificação dos ambulantes autorizados, enquanto a Secretaria de Ordem Pública (Seop) afirma que os vendedores regularizados possuem crachás de identificação.

Identificação dos ambulantes: crachás versus coletes

De acordo com a Seop, todos os ambulantes autorizados recebem crachás de identificação, que devem ser usados de forma visível durante o trabalho. No entanto, a Sociedade Amigos de Copacabana alega que, na prática, os crachás não são utilizados. A entidade destaca que os coletes, que antes eram distribuídos como forma de identificação, deixaram de ser usados, dificultando a distinção entre vendedores regulares e irregulares.

“A prefeitura diz que tem identificação, mas a gente não vê. Os coletes sumiram e os crachás não são usados. Fica impossível saber quem é autorizado”, afirma um representante da associação.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Tolerância Zero: fiscalização na orla

O programa Tolerância Zero visa coibir a atuação de ambulantes não autorizados na orla carioca, especialmente em Copacabana, um dos pontos turísticos mais movimentados da cidade. A iniciativa prevê multas e apreensão de mercadorias para quem atuar sem licença. No entanto, a falta de identificação clara dos vendedores regularizados tem gerado confusão e críticas.

Moradores reclamam que a situação prejudica o controle e a segurança na região. “Sem uma identificação visível, qualquer um pode se passar por autorizado. Precisamos de coletes ou algo que realmente funcione”, diz uma moradora.

Posição da Prefeitura

A Seop reforça que o crachá é o documento oficial de identificação e que a fiscalização está sendo intensificada. A secretaria também informa que os agentes estão orientados a verificar a documentação dos ambulantes durante as abordagens. Contudo, a entidade de moradores insiste que a medida é insuficiente e cobra a volta dos coletes ou a adoção de outro sistema visível.

O impasse continua, enquanto a prefeitura busca equilibrar a ordenação do espaço público com a necessidade de garantir a transparência na identificação dos trabalhadores autorizados.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar