Banhistas da praia de Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, denunciaram a presença de placas de óleo na areia na manhã desta quinta-feira (9). O material escuro e pegajoso, comparado a piche, sujou os pés dos frequentadores e gerou preocupação imediata. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) foi acionado e realizou a coleta de amostras para apurar a origem da substância.
Relato de banhista e ação do Inea
O adestrador de cães Bruno de Castro registrou o ocorrido em suas redes sociais, mostrando as manchas escuras espalhadas pela faixa de areia. Segundo ele, o material grudava nos pés e era difícil de remover. O Inea informou que equipes técnicas estiveram no local para recolher amostras do óleo e que solicitou apoio da Capitania dos Portos e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para investigar a procedência do poluente.
Investigação em andamento
O órgão estadual não descartou a hipótese de que o material tenha origem em alguma embarcação ou vazamento submarino. A análise das amostras deverá indicar a composição química e possibilitar o rastreamento da fonte. Enquanto isso, a recomendação é que os banhistas evitem contato direto com as placas de óleo e comuniquem novas ocorrências às autoridades ambientais.
O fenômeno reacende o alerta para a poluição nas praias cariocas, que já enfrentaram episódios semelhantes em anos anteriores, como o vazamento de óleo no litoral nordestino em 2019. A Prefeitura do Rio ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.



