Personal dancer: profissional tira mulheres para dançar por menos de R$ 100
Personal dancer: dançarino por menos de R$ 100 na Bahia

O São João já passou, mas a temporada de festas de forró ainda perdura na Bahia. Até quem não entende da dança se arrisca no "dois para lá, dois para cá". No entanto, nem sempre há companhia — e é aí que entra o personal dancer, um profissional contratado para tirar a cliente para dançar. O dançarino e professor de dança Anderson Barreto, conhecido como Nandu, exerce essa função há mais de uma década em Salvador.

Serviço vai além do São João

Apesar da alta procura no período junino, o serviço é prestado o ano todo. Nandu dança forró, bolero, samba de gafieira, tango e outros ritmos que compõem a dança de salão. Ele conta que o público feminino o procura para dançar, aprender os ritmos e ter uma companhia segura nos bailes. "Elas buscam uma companhia para dançar com técnica, diversão e com a segurança de que não será assediada", afirma.

Como funciona a contratação

Normalmente, as clientes conhecem Nandu através de grupos e escolas de dança de salão onde ele dá aulas regularmente. Aos fins de semana, elas o contratam para dançar nos bailes e serestas de Salvador. "Para as clientes, acho que é sobre se manter saudável, viva, vaidosa e ativa. Elas são muito exigentes com a escolha do personal dancer que vão contratar, normalmente precisam dominar pelo menos três ritmos", explica. Além disso, Nandu destaca que é importante se vestir bem, pois muitos bailes exigem trajes esporte fino. Bom papo e cavalheirismo também são fundamentais para a fidelização das clientes.

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Preços e demanda

Para prestar o serviço, o profissional cobra R$ 80 por hora. O valor pode variar de acordo com a quantidade de pessoas: um grupo de três damas, por exemplo, pode sair a R$ 150 por hora. Segundo o dançarino, o serviço de personal dancer também é feito por professoras mulheres, mas, na capital baiana, a procura masculina é baixa.

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