Obra da antiga rodoviária de Campo Grande atrasa e vai até 2027
Obra da antiga rodoviária de Campo Grande atrasa e vai até 2027

A prefeitura de Campo Grande adiou para abril de 2027 a conclusão das obras de revitalização da antiga rodoviária. O novo prazo representa um atraso de nove meses em relação ao cronograma anterior, que previa a entrega para julho de 2026. A informação foi obtida pela equipe do MS1 após a exibição de uma série de reportagens que destacam o abandono e a insegurança na região.

Ajustes técnicos e atrasos sucessivos

Segundo o município, a mudança ocorreu devido a ajustes técnicos na licitação do sistema de climatização. A reforma começou em junho de 2022 e, inicialmente, deveria ser concluída em um ano. Atualmente, a obra está com 59% de execução. A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) contratou a empresa responsável pela instalação do sistema de ar-condicionado por R$ 2 milhões. A conclusão dessa etapa é necessária para que serviços como o fechamento do forro e a pintura interna sejam finalizados. Depois da instalação da climatização, a prefeitura estima que serão necessários entre 60 e 90 dias para concluir essas etapas.

Custo acima do orçamento e investigação do MP

O custo da obra já ultrapassa R$ 18 milhões, acima do orçamento inicial de R$ 16,5 milhões. Desde outubro de 2025, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) investiga o contrato devido aos sucessivos atrasos e aos aditivos firmados durante a execução da obra.

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Impacto sobre comerciantes e moradores

A demora na conclusão da obra desanima comerciantes da região. O lojista Seriberto Henrique diz que a expectativa em torno da revitalização foi frustrada. "As expectativas foram todas frustradas em razão de todo esse tempo", afirma o lojista. Moradores também relatam que os tapumes que cercam o canteiro de obras aumentam a sensação de insegurança no entorno.

Projeto prevê ocupação por órgãos municipais

O projeto prevê que parte do complexo seja ocupada por órgãos municipais para aumentar a circulação de pessoas na região. O espaço vai abrigar a sede da Fundação Social do Trabalho (Funsat) e uma base da Guarda Civil Metropolitana (GCM).

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