A quadrilha junina Malucos na Roça, de Rio Branco (AC), escreveu um capítulo inédito ao conquistar o terceiro lugar no XI Campeonato Brasileiro de Quadrilhas Juninas 2026, realizado em Maceió (AL). Além da colocação histórica — a primeira vez que uma quadrilha acreana sobe ao pódio nacional —, o grupo também faturou o prêmio de Melhor Marcador do Brasil, com Randysson Souza.
Resultado histórico para o Acre
O campeonato, promovido pela Confederação Nacional de Quadrilhas Juninas (Conaqj), é considerado o maior do país e valoriza a diversidade regional através de apresentações que exploram diferentes tradições, ritmos, figurinos e estilos coreográficos. A competição ocorreu entre os dias 23 e 26 de julho no Parque de Pecuária José da Silva Nogueira, em Maceió, e reuniu representantes de 25 estados brasileiros. Na classificação final, a quadrilha Garranxê, de Roraima, sagrou-se campeã com 479,10 pontos. A Junina Sertão, do Rio Grande do Norte, ficou em segundo, com 478 pontos, e a Malucos na Roça garantiu o bronze com 477,80 pontos.
"A Junina Malucos na Roça escreveu mais um capítulo histórico para a cultura popular acreana [...] entre as melhores quadrilhas do país, levamos ao maior palco do São João um espetáculo marcado pela emoção, criatividade, tradição e pelo orgulho de representar o Acre", publicou o grupo em suas redes sociais.
Melhor marcador do Brasil
O desempenho individual também foi destaque. Randysson Souza, marcador da Malucos na Roça, recebeu o título de Melhor Marcador do Brasil. A agremiação celebrou: "Parabéns ao nosso marcador por representar o Acre com excelência e levar o nome da nossa quadrilha ao lugar mais alto do Brasil. Que esse título inspire ainda mais a nossa caminhada."
Os integrantes embarcaram de ônibus para Maceió no dia 19 de julho, levando o espetáculo que representou o Acre na disputa nacional.
Patrimônio cultural do Acre
A Malucos na Roça é reconhecida como Patrimônio Cultural do Estado do Acre desde dezembro de 2024. Fundada em 2003 no bairro Cidade Nova, em Rio Branco, a quadrilha nasceu com o objetivo de levar arte e cultura às comunidades da região. Ao longo de mais de duas décadas, reuniu milhares de artistas e ultrapassou a marca de 100 integrantes, desenvolvendo também ações culturais e sociais na periferia da capital acreana.
O reconhecimento como patrimônio cultural foi oficializado após sanção de lei aprovada pela Assembleia Legislativa do Acre, destacando a importância das quadrilhas juninas para a preservação da identidade cultural do estado. Com a conquista, a Malucos na Roça se consolida como referência nacional e promete continuar representando o Acre com dedicação.



