Justiça autoriza festas em Princesa Isabel após prefeitura comprovar salários em dia
Justiça autoriza festas em Princesa Isabel na Paraíba

Uma decisão do juiz Sivanildo Torres Ferreira, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), derrubou a liminar que proibia a realização de festas na cidade de Princesa Isabel, no Sertão paraibano. A nova decisão, obtida pelo g1 nesta terça-feira (14), autoriza novamente os festejos, que estavam suspensos devido a supostos atrasos salariais de servidores municipais.

Prefeitura recorre e apresenta documentos

A Prefeitura de Princesa Isabel recorreu da decisão anterior e apresentou documentos comprovando que a folha de pagamento dos servidores está em dia. Além disso, demonstrou que os recursos destinados ao São João provêm de convênios específicos com o Ministério do Turismo e o Governo da Paraíba, não podendo ser usados para pagar salários sob pena de desvio de finalidade. As festas estão programadas para esta terça e quarta-feira (15).

Magistrado pondera sobre impactos

O juiz Sivanildo Torres Ferreira ressaltou que, embora autorize as festividades, eventuais irregularidades salariais ainda devem ser investigadas. Ele destacou que os recursos para o São João e para a folha de pagamento têm origens orçamentárias distintas e que cancelar o evento às vésperas poderia gerar multas contratuais, perda dos recursos dos convênios e prejuízos ao comércio, hotéis e prestadores de serviços locais.

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Entenda o caso

Na semana passada, a Justiça da Paraíba havia determinado a suspensão de gastos com festejos em Princesa Isabel até a regularização dos salários. A primeira decisão apontava que trabalhadores contratados por cooperativas sofreram descontos de cerca de 50% nos vencimentos sob a justificativa de um “recesso junino”, mesmo mantendo atividades essenciais de saúde. O Ministério Público da Paraíba (MPPB) apontou atrasos recorrentes no pagamento de servidores efetivos e fracionamento do piso nacional da enfermagem, prática considerada ilegal. Antes da ação, o MPPB já havia recomendado à prefeitura que priorizasse despesas com pessoal.

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