A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) registrou alta de 0,1 ponto percentual em julho, alcançando 90,2 pontos, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (23) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Este é o segundo mês consecutivo de avanço do indicador, que mede a propensão das famílias brasileiras a consumir.
Componentes do indicador
O ICF é composto por sete subíndices. Em julho, quatro deles apresentaram melhora: Emprego Atual (subiu 0,6%), Perspectiva Profissional (alta de 0,4%), Renda Atual (avanço de 0,3%) e Compra a Prazo (crescimento de 0,2%). Por outro lado, três subíndices recuaram: Perspectiva de Consumo (queda de 0,5%), Momento para Duráveis (baixa de 0,3%) e Acesso ao Crédito (redução de 0,1%).
Comparação com o mesmo período do ano anterior
Na comparação com julho de 2025, o ICF apresentou alta de 2,9%. O subíndice que mais contribuiu para esse resultado foi o de Emprego Atual, que cresceu 5,4% no período. Segundo a CNC, a melhora no mercado de trabalho tem impulsionado a confiança do consumidor.
“O avanço do ICF reflete a recuperação gradual do mercado de trabalho e da renda das famílias, embora o cenário ainda seja de cautela, especialmente em relação ao crédito e à compra de bens duráveis”, afirmou José Roberto Tadros, presidente da CNC, em nota.
Nível de satisfação
O indicador permanece abaixo dos 100 pontos, o que, segundo a CNC, indica que as famílias ainda estão insatisfeitas com o cenário econômico. Apesar da alta, o nível de 90,2 pontos é considerado baixo em termos históricos. Em julho de 2024, o ICF estava em 87,7 pontos.
Perspectivas
A CNC projeta que o ICF continue em trajetória de alta nos próximos meses, impulsionado pela queda da inflação e pela redução das taxas de juros. No entanto, a entidade alerta para os riscos fiscais e as incertezas políticas que podem afetar a confiança do consumidor.



