Greve de servidores fecha 48 escolas e 8 postos em Divinópolis
Greve fecha 48 escolas e 8 postos em Divinópolis

Oito postos de saúde e pelo menos 48 escolas da rede municipal de ensino estão fechados nesta segunda-feira (6) em Divinópolis, em decorrência da greve dos servidores municipais. A categoria protesta contra as mudanças propostas na previdência municipal, que incluem alterações na idade mínima para aposentadoria e nas alíquotas de contribuição.

Serviços essenciais mantidos

A Prefeitura de Divinópolis informou que acompanha a situação e reforça que as atividades essenciais, como o Serviço do Luto, o Serviço de Referência em Saúde Mental (Sersam) e a Farmácia Central, continuam funcionando normalmente. Os setores administrativos das secretarias municipais também permanecem em operação.

O g1 tentou contato com o Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro-Oeste (Sintram), mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

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Adesão na educação

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) registrou o maior número de adesões ao movimento grevista. No entanto, a paralisação não ocorreu de forma integral: parte dos servidores permanece em atividade, e uma unidade escolar segue com as aulas normalmente. Segundo a Prefeitura, os profissionais que optaram por não aderir à greve estão desempenhando suas funções tanto na sede da Semed quanto nas escolas.

Impactos na saúde

Na área da Saúde, dos cerca de 830 colaboradores, aproximadamente 170 aderiram à greve. As unidades de saúde mais afetadas pela adesão de médicos são as dos bairros Dom Cristiano, Afonso Pena, Jardinópolis, Vila das Roseiras, Central, São José, Buritis e Santos Dumont. A Secretaria Municipal de Saúde orienta que os usuários dessas unidades que necessitarem de atendimento de urgência e emergência procurem a UPA Padre Roberto.

A Administração Municipal pede a compreensão da população pelos transtornos e informa que continuará divulgando boletins oficiais sobre o funcionamento dos serviços públicos.

Reforma do Diviprev

De acordo com a Prefeitura, os problemas financeiros do Diviprev (Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Divinópolis) começaram em 2007, quando a contribuição patronal foi reduzida ao longo dos anos, sem acompanhar o crescimento da folha de pagamento e as mudanças na expectativa de vida. A projeção atual indica que o déficit previdenciário ultrapassa R$ 2,5 bilhões, enquanto a obrigação futura do município pode chegar a R$ 3,8 bilhões.

A administração defende que a reforma é necessária para custear a previdência e corrigir percentuais considerados insustentáveis. Os principais pontos da proposta incluem: aumento gradual da idade mínima para aposentadoria, seguindo parâmetros da Reforma da Previdência Federal; mudanças na contribuição dos aposentados, de forma escalonada, preservando os que recebem menores salários; e manutenção da contribuição dos servidores ativos em 14%.

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