A greve dos servidores municipais de Taubaté atinge o oitavo dia nesta terça-feira (9), causando impactos significativos na rede de saúde e na educação do município. Além disso, novos desdobramentos na Justiça foram registrados. De acordo com apuração da TV Vanguarda, unidades de saúde da cidade operam com atendimento reduzido. No bairro da Estiva, o PAMO da região não ofereceu atendimento regular em especialidades como pediatria, clínica geral e ginecologia. Serviços de enfermagem, como vacinação e curativos, também foram suspensos em parte das unidades. A situação se repete em outros pontos da rede municipal, que funcionam de forma parcial devido à adesão dos servidores ao movimento.
Impactos na educação
Na área da educação, escolas municipais também registram funcionamento incompleto. Em algumas unidades, os estudantes foram recebidos sem o quadro completo de professores, com atividades conduzidas por auxiliares. A paralisação afeta diretamente o aprendizado dos alunos e gera preocupação entre os pais.
Proposta da Prefeitura
O prefeito de Taubaté, Sérgio Victor (Novo), afirmou em entrevista que se reuniu com vereadores para tratar da greve e apresentar detalhes da proposta do Executivo ao Sindicato dos Servidores. Segundo ele, 15 dos 19 parlamentares participaram do encontro. A proposta da Prefeitura prevê reajuste de R$ 343 no vale-alimentação e mudança no modelo de cálculo do benefício, que passaria a ser vinculado à Unidade Fiscal do Município de Taubaté (UFMT). O prefeito afirmou que há expectativa de avanço nas negociações antes da audiência de conciliação marcada para o dia 15 de junho.
Medidas judiciais
A administração municipal também pediu à Justiça de São Paulo o reforço da liminar que determina a manutenção de 70% do efetivo em atividade durante a paralisação. No novo pedido, o Executivo solicita aumento da multa diária de R$ 20 mil para R$ 50 mil, bloqueio de contas do sindicato e responsabilização de dirigentes. Em entrevista à TV Vanguarda, a presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Rosalba Ramos Reis, afirmou que a entidade foi notificada e que está cumprindo a decisão judicial. Segundo ela, o setor jurídico da categoria vai analisar as medidas. “A gente entende que hoje já está atendendo, mas claro que vamos fazer toda a defesa dentro da questão jurídica”, disse.
Reivindicações dos servidores
Em assembleia, os servidores decidiram manter a greve. A categoria cobra reajuste salarial de 9,43%, além de aumento do vale-alimentação e implantação do vale-transporte. Em nota, a Prefeitura de Taubaté afirmou que adota medidas para garantir a continuidade dos serviços essenciais e reduzir os impactos da paralisação. O governo municipal diz que mantém diálogo com o sindicato e o Legislativo e que espera funcionamento dos serviços dentro do limite determinado pela Justiça, embora reconheça possibilidade de ajustes em áreas como saúde e educação.



