O Governo de Mato Grosso prorrogou, novamente, o contrato das obras do BRT (Bus Rapid Transit) em Cuiabá e Várzea Grande. O novo termo aditivo, assinado nesta quarta-feira (15), amplia em 150 dias o prazo de execução dos serviços do primeiro trecho, que agora têm previsão de conclusão em 18 de novembro de 2026. Com a mudança, a vigência do contrato segue até 16 de fevereiro de 2027, totalizando 635 dias. Já o prazo de execução das obras passou para 510 dias.
Novo prazo e histórico de atrasos
Há cerca de sete meses, a Secretaria Estadual de Infraestrutura (Sinfra-MT) já havia acrescentado 180 dias ao prazo de execução das obras, passando a previsão de entrega para 21 de junho de 2026. Agora, com o novo aditivo, a conclusão foi postergada para novembro de 2026.
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou no fim de junho que o primeiro trecho do sistema, entre o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, e a região do CPA, em Cuiabá, deveria entrar em operação até o fim deste ano. Segundo Pivetta, os atrasos são consequência de problemas com a empresa responsável pela primeira etapa da obra. Ele afirmou ainda que a construção dos terminais segue em andamento. A expectativa do governo é colocar os veículos em circulação ainda em 2026.
Substituição do VLT pelo BRT
Inicialmente, o modal escolhido era o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), projetado para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. As obras do VLT custaram mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos do estado e foram marcadas por corrupção e entraves judiciais ao longo dos anos. Por isso, em dezembro de 2014, as obras foram interrompidas. Quatro anos depois, o governo decidiu romper o contrato com o consórcio VLT e substituir o modal pelo Ônibus de Transporte Rápido (BRT). Os trilhos do VLT foram vendidos para a Bahia, onde foram implementados e já estão em funcionamento. Em Mato Grosso, as obras do novo modal ainda avançam na capital e região metropolitana.



