Flamengo: novo estádio no Gasômetro é viável, mas sem prazo, diz Bap
Flamengo: novo estádio no Gasômetro é viável, mas sem prazo

O presidente do Flamengo, Bap, voltou a abordar a situação da construção do novo estádio no terreno do Gasômetro, em entrevista ao Barbacast. O dirigente afirmou que o projeto não está abandonado, mas reconheceu que o clube ainda não tem condições de levá-lo adiante no momento.

Estádio próprio é um sonho, mas Maracanã ainda é a casa

Segundo Bap, o Flamengo se sente em casa na maioria dos estádios onde joga, o que reduz a urgência da obra. “É possível que em algum momento no tempo a gente tenha mais condições de levar esse sonho adiante. Agora, eu me sinto absolutamente à vontade no Maracanã. O Flamengo joga em casa em todos os estádios que ele vai. Tirando dois ou três lugares, contra o Corinthians em São Paulo ou outro clube grande, o Flamengo se sente em casa em todos os cantos”, declarou.

Descontaminação e impasse com a Naturgy travam obra

O presidente detalhou os entraves que impedem o início das obras. A descontaminação do solo e a negociação com a Naturgy, que opera uma estação de gás no local, são os principais desafios. “Tem os desafios da Naturgy, da estação de gás que abastece 400 mil cariocas. Enquanto eles não saírem dali, e esse é um problema da prefeitura, não podemos mexer. Tem tubulação ativa de gás ali embaixo. Depois que tirar, os especialistas dizem que são necessários mais dois anos de descontaminação”, explicou.

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Bap enfatizou que, mesmo com recursos disponíveis, a obra não poderia começar imediatamente. “Ainda que eu tivesse os R$ 3 bilhões para fazer o estádio hoje, não poderia fazer, por causa desse impedimento concreto e real. Existe uma série de variáveis sobre as quais o Flamengo não tem controle. Mas o projeto não está abandonado, de forma nenhuma”, garantiu.

Custo estimado em R$ 2,66 bilhões, com possibilidade de redução

Um estudo encomendado pelo Flamengo à Fundação Getulio Vargas (FGV) calculou o custo final do estádio em R$ 2,66 bilhões, considerando inflação, contingências e insumos. A diretoria rubro-negra acredita que pode reduzir esse valor para R$ 2,2 bilhões. A gestão anterior havia estabelecido a inauguração até 2029, mas a atual diretoria já acordou com a Prefeitura o adiamento para 2036, com possibilidade de nova prorrogação.

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