Delegações reclamam de tratamento nos EUA para a Copa; Irã critica falta de ingressos
Delegações reclamam de tratamento nos EUA para a Copa

Nesta terça-feira (9), delegações que chegaram aos Estados Unidos para a Copa do Mundo expressaram insatisfação com o tratamento recebido. O Irã questionou a falta de ingressos destinados aos seus torcedores. A Federação de Futebol do Irã informou que o lote de ingressos para o jogo de estreia contra a Nova Zelândia, marcado para 15 de junho, foi suspenso. Conforme o regulamento da Fifa, cada federação tem direito a 8% dos ingressos de cada partida que disputa, mas muitos já haviam sido vendidos ou distribuídos. A Fifa não explicou o motivo do sumiço dos ingressos do sistema da federação iraniana.

Declarações da Casa Branca

Em resposta a uma pergunta da correspondente Raquel Krähenbühl, o diretor da força-tarefa da Casa Branca para a Copa, Andrew Giuliani, afirmou que não comentaria o caso. Ele destacou que o governo americano está permitindo a entrada de jogadores para garantir a integridade competitiva, mas não permitirá que a Copa seja uma oportunidade para a entrada de “pessoas ruins” no país.

Caso do juiz somali

Nesta terça-feira, o juiz da Somália impedido de entrar nos Estados Unidos, Omar Artan, declarou que estava com toda a documentação em dia. Ele foi interrogado por 11 horas por agentes de imigração em Miami antes de ser expulso e enviado para a Turquia. Em nota, a polícia de imigração afirmou que cada caso é analisado individualmente. Giuliani disse que o árbitro foi expulso por uma boa razão, mas não forneceu detalhes.

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Novas regras para a delegação iraniana

Sobre a situação da delegação iraniana, Giuliani apresentou uma nova versão. Inicialmente, o embaixador do Irã no México havia dito que a delegação não poderia pernoitar nos Estados Unidos, precisando ir e voltar ao México no mesmo dia dos jogos. Agora, o diretor da Casa Branca afirmou que eles poderão entrar no país 36 horas antes das partidas. Mais tarde, o Departamento de Segurança Interna confirmou a informação. Giuliani disse à repórter Raquel Krähenbühl que espera que o time iraniano retorne a Tijuana após cada jogo.

Revista inesperada no Uzbequistão

Além desses casos, a delegação do Uzbequistão passou por uma revista inesperada antes de um amistoso contra a Holanda. Imagens de celular mostram que a delegação teve que separar toda a bagagem para uma rodada adicional de inspeções. À TV chinesa CGTN, o técnico Fabio Cannavaro comentou: “Eles me disseram que são as regras. Mas, no final, as buscas foram só para nós”.

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