Delegacia na Ilha do Governador cria programa de acolhimento a mulheres vítimas de violência
Delegacia na Ilha cria programa de acolhimento a mulheres

A 37ª Delegacia de Polícia (Ilha do Governador) está à frente de um programa para acolhimento e acompanhamento de mulheres vítimas de violência doméstica. A iniciativa visa oferecer atendimento psicológico gratuito e humanizado, além de orientação jurídica e apoio voltado à empregabilidade, para que essas mulheres possam reconstruir suas vidas com mais autonomia, segurança e dignidade.

Parceria com a Universidade Estácio de Sá amplia suporte

O programa, realizado em parceria com a Universidade Estácio de Sá, amplia o acesso da vítima à rede de apoio. "Esse projeto traz um atendimento mais humanizado da vítima e a delegacia passa a ser um ponto de partida para que a vítima reconstrua sua autoestima e consiga fazer cessar esse ciclo de violência em que muitas vezes está inserida", afirmou o delegado Felipe Santoro, titular da delegacia da Ilha.

Ciclo de violência e a necessidade de suporte contínuo

A decisão de criar o programa veio a partir da observação de que a violência doméstica é um fenômeno cíclico, onde a vítima, sem suporte, frequentemente volta a conviver com o agressor. A 37ª DP já conta, desde 2019, com o Núcleo de Atendimento à Mulher (Nuam), que garante atendimento humanizado e investigações rápidas. No entanto, o suporte continuado extrapola as atribuições da polícia. Agora, esse acompanhamento pode ser oferecido às vítimas graças a núcleos e ligas acadêmicas de Psicologia, Gestão e Direito que a universidade possui.

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Fluxo de atendimento: da delegacia à universidade

O fluxo do programa funciona da seguinte forma: a mulher procura a delegacia da Ilha, registra a ocorrência e recebe apoio da equipe do Nuam. Em seguida, os policiais encaminham a vítima por meio digital — inclusive com QR Code de agendamento — para a universidade, que realiza o acolhimento e a triagem inicial do caso. Dessa forma, a vítima tem acesso a uma rede de suporte que vai além do registro policial, promovendo a quebra do ciclo de violência.

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