A 37ª Delegacia de Polícia da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, lançou um programa inovador de acolhimento e acompanhamento para mulheres vítimas de violência doméstica. A iniciativa oferece atendimento psicológico gratuito e humanizado, orientação jurídica e apoio voltado à empregabilidade, com o objetivo de romper o ciclo de violência e promover a autonomia das vítimas.
Parceria com universidade amplia suporte
O programa é realizado em parceria com a Universidade Estácio de Sá, que disponibiliza recursos acadêmicos e profissionais para o atendimento. Desde 2019, a delegacia conta com o Núcleo de Atendimento à Mulher (Nuam), que já oferecia um atendimento humanizado às vítimas. No entanto, o novo programa amplia significativamente o suporte, integrando serviços psicológicos, jurídicos e de capacitação profissional.
Atendimento psicológico e jurídico gratuitos
As mulheres atendidas terão acesso a sessões de psicologia realizadas por estagiários supervisionados da universidade, além de orientação jurídica para esclarecer direitos e procedimentos legais. O programa também inclui ações de empregabilidade, como cursos de capacitação e encaminhamento para o mercado de trabalho, visando garantir a independência financeira das vítimas.
Segundo a delegada responsável, a iniciativa busca não apenas punir os agressores, mas também oferecer às mulheres ferramentas para reconstruir suas vidas. "Queremos que elas saiam do ciclo de violência com dignidade e oportunidades reais", afirmou.
Impacto na comunidade
A Ilha do Governador, uma das regiões com maior incidência de violência doméstica na cidade, deve se beneficiar diretamente do programa. A expectativa é atender dezenas de mulheres nos primeiros meses, com potencial de expansão conforme a demanda. A delegacia reforça que o serviço é sigiloso e gratuito, e que qualquer mulher em situação de violência pode procurar a 37ª DP para ser acolhida.



