Crise na Feira de São Cristóvão: feirantes desautorizam gestor da prefeitura
Crise na Feira de São Cristóvão: feirantes desautorizam gestor

Às vésperas do início das festas juninas, época do ano mais esperada pelos trabalhadores da feira de São Cristóvão, um conflito entre o representante da prefeitura do Rio e a comissão de feirantes tem movimentado o pavilhão localizado no Bairro Imperial, na Zona Norte da capital.

A Feira de São Cristóvão foi declarada patrimônio cultural imaterial do Brasil em 2010 e já fez 80 anos desde a sua fundação. Já o Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas foi fundado como equipamento cultural municipal em 2003. Mas são as mesmas coisas? Não. Objetivamente a feira refere-se ao patrimônio imaterial e o Centro Luiz Gonzaga, ao patrimônio material, de propriedade da Riotur, o Pavilhão.

Nesta semana, a crise que já se arrasta há meses foi ampliada após uma nota enviada à imprensa pela Comissão de Feirantes da Feira de São Cristóvão, que desautorizava o representante da prefeitura do Rio a falar ou se apresentar em eventos públicos e privados em nome da Feira de São Cristóvão. A desavença entre a administração da Feira, composta por cinco integrantes e eleita pelos feirantes para gerir o espaço e representar o patrimônio, é direta com o gerente do núcleo de gestão do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, Pedro Porto, que nas redes sociais se apresenta como gestor da Feira de São Cristóvão.

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Em nota, os feirantes dizem: “repudiamos a tentativa de utilização da Feira de São Cristóvão para promoção pessoal e política em ano eleitoral e desautorizamos o gerente Pedro Porto a falar pela instituição”. A coluna procurou o representante da prefeitura do Rio, mas o servidor da Riotur não se pronunciou até o fechamento desta matéria.

Um dos integrantes da comissão de feirantes falou com a coluna e disparou: “Estamos há anos esperando uma reforma estrutural desse pavilhão, apoio cultural para nossos artistas e mais diálogo com a prefeitura, mas nos deparamos agora com mais um político tentando se promover com o trabalho dos outros”, disse um dos diretores da Feira de São Cristóvão, Magno Queiroz Pereira.

Em comunicado oficial enviado à coluna, a Riotur afirmou que: “Mantém diálogo constante com a comissão de feirantes e segue acompanhando de forma permanente as demandas do pavilhão”. O descontentamento com as condições estruturais do Pavilhão é geral entre os feirantes e o clima esquentou após episódios recentes de insegurança institucional envolvendo o pavilhão, incluindo discussões sobre concessão do espaço para a iniciativa privada.

São João da Feira

Apesar da crise entre a Prefeitura do Rio e a Feira de São Cristóvão, os feirantes já se mobilizam para realizar mais um São João no pavilhão. A expectativa é receber mais de 400 mil pessoas, com mais de 300 barracas abertas e cerca de 5 mil trabalhadores envolvidos entre restaurantes, bares, artistas, produtores e equipes estruturais.

Lançamento

O cantor piauiense Frank Aguiar abre o São João da Feira neste sábado (30), ao lado do cantor Reginaldo Sama, do Rio Grande do Norte. A programação conta com apresentações de quadrilhas a partir das 18h e shows após as 22h.

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