Queda no uso de celular entre crianças de 10 a 13 anos no Brasil
Celular: posse cai entre crianças de 10 a 13 anos

O uso de celular entre crianças brasileiras de 10 a 13 anos apresentou recuo inédito entre 2024 e 2025, segundo dados do IBGE. A parcela que possuía aparelho para uso pessoal caiu de 56,7% para 55,2%, na contramão da tendência de aumento observada na população geral.

Queda concentrada na faixa etária

O recuo foi registrado apenas nessa faixa etária. Entre adolescentes de 14 a 17 anos, a posse se manteve estável em 87,4%. Já entre adultos de 18 a 24 anos, o índice subiu de 91,2% para 92,1%. O levantamento faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta quarta-feira.

Para o IBGE, a queda entre as crianças reflete a implementação do chamado ECA Digital, que restringe o uso de dispositivos por menores, e as novas regras de proibição de celulares nas escolas. "A combinação de legislação mais rigorosa e orientação familiar tem gerado efeito mensurável", afirmou a analista do IBGE, Maria Silva.

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Contexto geral de crescimento

No total da população com 10 anos ou mais, a posse de celular subiu de 87,9% para 88,4%. O maior aumento foi entre idosos: na faixa de 60 anos ou mais, o índice passou de 66,3% para 70,1%. Ainda assim, 10,2% dos brasileiros acima de 10 anos não possuem celular, citando desconhecimento (35%) e custo (28%) como principais barreiras.

O número de domicílios com acesso à internet também cresceu, alcançando 86,7% em 2025, contra 85,4% em 2024. O principal meio de acesso continua sendo o celular, usado em 96,2% dos lares conectados.

Impacto das políticas públicas

Especialistas apontam que a queda na posse de celulares entre crianças pode ter efeitos positivos na saúde mental e no desempenho escolar. "Reduzir a exposição precoce às telas é uma prioridade de saúde pública", comentou a psicóloga infantil Ana Costa. Por outro lado, a exclusão digital ainda preocupa: 3,2 milhões de crianças de 10 a 13 anos seguem sem acesso a um celular próprio.

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