Campinas: 1,1 mil motociclistas por dia escondem placa
Campinas: 1,1 mil motociclistas por dia encobrem placa

Campinas (SP) contabilizou, entre janeiro e junho deste ano, 196,2 mil flagrantes de motociclistas encobrindo a placa dos veículos. O número representa uma média de 32,7 mil infrações por mês, ou 1,1 mil por dia, segundo a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec).

Flagrantes diários e locais de maior incidência

Apenas no início de julho, motociclistas foram flagrados cobrindo as placas com as mãos nas avenidas John Boyd Dunlop, Ruy Rodriguez, Piracicaba, José de Souza Campos (Norte-Sul) e Marechal Rondon. De acordo com a Emdec, os condutores que cometem essa infração costumam trafegar em altas velocidades e avançar o sinal vermelho, frequentemente utilizando o corredor exclusivo do sistema BRT logo após a travessia de pedestres.

Nas imagens captadas pelos radares, o registro acaba invalidado, pois não é possível identificar o veículo. Contudo, tampar a placa é considerado infração gravíssima, com multa de R$ 293,47 e sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

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Queda de 39% nos flagrantes

Apesar do alto número, os dados mostram uma queda de 39% no total de flagrantes em relação ao mesmo período de 2025. Entre janeiro e junho do ano passado, os radares da cidade captaram 323,7 mil imagens de motos com placas encobertas. A Emdec atribui a redução às frentes de fiscalização adotadas no município, que incluem:

  • Fiscalização remota: 19 câmeras ativas identificaram 14,8 mil condutas de risco no primeiro semestre.
  • Blitze integradas: 124 operações conjuntas resultaram no flagrante de mais de 4,5 mil condutas de risco em 2026.
  • Radares remanejados: equipamentos foram movidos para pontos críticos, como as avenidas Ruy Rodriguez e John Boyd Dunlop, mantendo o total fixo de 144 pontos de fiscalização na metrópole.

Vítimas no trânsito

Os motociclistas representam a maior parte das vítimas fatais no trânsito da cidade. Até maio de 2026, das 15 mortes registradas nas vias, dez eram de pessoas que pilotavam motos ou estavam na garupa, o equivalente a 67% dos casos. O excesso de velocidade causou 50 mortes em 2025 e já é o fator principal de um dos sete acidentes fatais analisados em 2026. O avanço semafórico também esteve diretamente envolvido em outros quatro óbitos no ano passado, vitimando passageiros e garupas de motos em três deles.

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