Bombom: o boteco simples que é sucesso entre restaurantes estrelados
Bombom: o boteco simples entre Evvai e Mani

Por Patrícia Ferraz

11/06/2026 | 13h00

Você sabe o que existe entre o três-estrelas Evvai e o Mani, que possui uma estrela Michelin? Um lugar muito simples que faz sucesso na hora do almoço: o Bar e Lanchonete Bombom. Na verdade, entre as duas casas na Joaquim Antunes, além de lojas, há também o Olea Pizza Bar e a Padoca do Mani, que você provavelmente conhece. Porém, duvido que já tenha almoçado no Bombom, apesar de ele estar na esquina da Gracindo Sá há 52 anos.

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Um misto de padaria e boteco

Com azulejos na parede, balcão e caixa onde todos precisam passar para pagar, o lugar lota na hora do almoço. Pelas mesas na calçada e no pequeno salão, revezam-se prestadores de serviço, trabalhadores das lojas vizinhas e moradores do bairro, que também costumam pedir comida para levar. As entregas são feitas de bicicleta, com o entregador sempre carregado de sacolas cheias de embalagens térmicas.

A comida é simples, caseira e muito bem-feita. Arroz soltinho, feijão saboroso, purê de batata delicioso, fritas sequinhas, tudo servido em travessas de inox. A grande atração é a rabada, servida às sextas-feiras. Fui lá provar por indicação do meu primo Guto (que tecnicamente não é meu primo, mas, com tantos amigos em comum, nos declaramos família). Ele vai toda sexta, mas se chega tarde, fica sem o prato: a rabada acaba cedo! São 30 kg em média e não há improviso, pois a preparação começa na véspera, com marinada de cebola, alho, pimentão, tomate e páprica. Na sexta cedo, vai para a panela por uma hora e meia. Chega à mesa desmanchando, macia, suculenta, cheia de sabor, acompanhada de arroz e purê.

Elogios de chefs famosos

O chef Luiz Filipe Souza, do Evvai, elogia o prato, mas diz que seu favorito é a maionese caseira dos sanduíches. “É tão boa que compro potes e levo para casa; já pedi a receita, mas ele não me dá de jeito nenhum”, brinca o vizinho famoso. Outra vizinha célebre, a chef Helena Rizzo, conta que já comeu muito PF ali: arroz, feijão, bife e batata frita.

Cardápio tradicional

O cardápio do Bombom está na lousa há anos. Bife rolê, virado à paulista, feijoada às quartas, bife à parmegiana que rivaliza com a rabada… Os pratos são os mesmos desde que o português Casemiro Macedo inaugurou a lanchonete em 1972, como conta Marconi Ferreira de Lima, que comprou a casa com sócios em 2008. Ele diz que não tirou nada, só incluiu especialidades de café da manhã, como a concorrida tapioca e ovos mexidos.

O Bombom resiste com simplicidade num endereço nobre, mas muita gente quer o ponto. Marconi já recusou muitas propostas e garante que continuará recusando.

Serviço

Rua Joaquim Antunes, 116. De segunda a sábado, das 06h às 21h.

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