O pagamento da parcela de julho do Bolsa Família começa no dia 18 e segue até o dia 31, conforme o número final do Número de Identificação Social (NIS). Os depósitos acontecem de forma escalonada ao longo dos dez últimos dias úteis do mês. O valor é depositado automaticamente na conta do beneficiário e pode ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem ou sacado nas agências da Caixa Econômica Federal, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui.
Calendário de pagamento do Bolsa Família em julho
As datas de pagamento seguem o dígito final do NIS. Confira:
- NIS 1: 18 de julho
- NIS 2: 21 de julho
- NIS 3: 22 de julho
- NIS 4: 23 de julho
- NIS 5: 24 de julho
- NIS 6: 25 de julho
- NIS 7: 28 de julho
- NIS 8: 29 de julho
- NIS 9: 30 de julho
- NIS 0: 31 de julho
Qual é o valor do Bolsa Família?
O Bolsa Família garante um benefício mínimo de R$ 600 por família, mas o valor final pode ser maior, dependendo da composição familiar. Além do valor mínimo, o programa paga benefícios adicionais para crianças, gestantes e nutrizes, de acordo com as seguintes regras: R$ 150 para cada criança de até 6 anos; R$ 50 para cada bebê de até 6 meses; R$ 50 para cada criança e adolescente de 7 a 18 anos incompletos; R$ 50 para cada gestante da família.
Requisitos e condicionalidades
Para receber o Bolsa Família, a família precisa estar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico) e ter renda mensal por pessoa dentro do limite estabelecido pelo programa. Além disso, é necessário cumprir as chamadas condicionalidades, como: manter crianças e adolescentes frequentando a escola; acompanhar o calendário de vacinação; realizar o acompanhamento pré-natal, no caso de gestantes; manter os dados cadastrais atualizados.
Histórico do programa
Criado em 2003, o Bolsa Família surgiu a partir do programa Fome Zero para unificar iniciativas de transferência de renda. O primeiro pagamento foi em outubro daquele ano, e contemplou 1,15 milhão de famílias, com repasse total de R$ 84,74 milhões (média de R$ 73,67 por família), segundo a Agência Gov. Em 2009, uma mudança na metodologia de concessão ampliou o número de famílias atendidas. Em janeiro de 2014, quando a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) anunciou a saída do Brasil do Mapa da Fome, mais de 14 milhões de famílias recebiam o benefício, o correspondente a mais de R$ 2 bilhões. O programa foi substituído pelo Auxílio Brasil em outubro de 2021, mas voltou a ser pago em março de 2023 com o nome original, mantendo o valor mínimo de R$ 600 por família e criando benefícios adicionais para crianças, gestantes e nutrizes.
Como criar cadastro no Bolsa Família
Depois de se inscrever no CadÚnico, os próximos passos são: procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do respectivo município; apresentar CPF de todos os integrantes da família, inclusive crianças e bebês; informar corretamente a renda, o endereço e a composição familiar. Depois disso, o governo federal analisa se a família atende aos critérios do programa. Sempre que houver mudança de endereço, renda ou composição da família, o Cadastro Único deve ser atualizado.
Como consultar o cadastro do Bolsa Família pelo CPF
Além do atendimento presencial nos CRAS, é possível consultar a situação do Bolsa Família pelo CPF em diferentes canais: aplicativo Bolsa Família; aplicativo Caixa Tem; aplicativo Cadastro Único; telefone 111 da Caixa Econômica Federal; telefone 121 do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. A consulta permite verificar informações como situação do benefício, valor da parcela, calendário de pagamento e eventuais pendências cadastrais.
O que fazer se o benefício for bloqueado
O bloqueio do Bolsa Família normalmente ocorre quando há necessidade de atualização cadastral, descumprimento de alguma condicionante do programa ou inconsistências nas informações da família. Se isso acontecer, a orientação é verificar imediatamente o motivo no aplicativo ou no CRAS, atualizar o Cadastro Único se for o caso e apresentar toda a documentação solicitada o quanto antes. O beneficiário não deve apenas aguardar a resolução sem tomar providências, pois a inércia pode levar ao cancelamento definitivo do auxílio; a espera pela análise do governo federal, que leva de 30 a 45 dias, só deve acontecer após todas as pendências terem sido devidamente regularizadas no posto de atendimento.



