O bloqueio na BR-163, no trecho que liga os municípios de Rurópolis e Santarém, no oeste do Pará, chegou ao seu terceiro dia consecutivo nesta sexta-feira (26). Segundo as lideranças do movimento, o protesto continua ativo por tempo indeterminado devido ao péssimo estado de conservação da rodovia, o que, de acordo com os moradores, tem comprometido gravemente a segurança viária na região.
Congestionamento e logística dos manifestantes
Por conta do fechamento, que ocorre estrategicamente em cima de uma ponte, não há rotas de desvio disponíveis para os motoristas. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que o congestionamento já atinge cerca de 3 quilômetros de extensão em ambos os sentidos da rodovia federal (crescente e decrescente). No local, cerca de 150 manifestantes permanecem concentrados às margens da pista. O grupo montou uma estrutura de apoio para o abastecimento e o preparo de alimentação própria para garantir a permanência no ato, que deve se prolongar durante a noite e os próximos dias, até que haja uma resposta formal do órgão competente.
Liberações parciais e exceções
Apesar do fechamento total para o tráfego comum, as lideranças informaram que estão avaliando situações sensíveis. Ambulâncias, pessoas em tratamento de saúde, viaturas de segurança pública e caminhões com cargas vivas estão tendo a passagem liberada após análise dos manifestantes. Além disso, houve uma abertura temporária da via a partir das 17h desta sexta-feira para dar vazão a parte do fluxo de veículos retido. Logo em seguida, a rodovia será fechada novamente. A previsão do movimento é adotar novas aberturas parciais apenas em intervalos de 24 horas.
Acompanhamento das autoridades
Equipes da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Militar do Pará acompanham a manifestação no local para garantir a segurança e monitorar a situação do tráfego. O g1 solicitou posicionamento ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) sobre o cronograma de obras para o trecho e aguarda resposta.



