Alto Tietê: 46,39% da população está inadimplente, aponta Serasa
Alto Tietê: 46,39% estão inadimplentes, diz Serasa

Quase metade dos moradores do Alto Tietê está inadimplente. De acordo com o Mapa de Inadimplência da Serasa, referente a junho de 2025, 46,39% da população da região possui dívidas em atraso, o que representa mais de 754 mil pessoas. O levantamento abrange as dez cidades da região e revela que Poá tem o maior percentual de inadimplentes, com mais da metade da população endividada. Ferraz de Vasconcelos também supera 50%, seguida por Itaquaquecetuba e Suzano. Na outra ponta, Salesópolis e Biritiba-Mirim apresentam os menores índices.

Dívidas somam mais de R$ 5 bilhões

Além do número de inadimplentes, o estudo da Serasa aponta que as dívidas dos moradores do Alto Tietê totalizam mais de R$ 5 bilhões. O valor médio da dívida por pessoa é de R$ 7.160, e cada dívida individual tem valor médio de R$ 1.419,29 – considerando que uma pessoa pode ter mais de um débito. Entre as cidades, Mogi das Cruzes lidera em volume de dívidas, com R$ 1,49 bilhão, seguida por Itaquaquecetuba (R$ 1,15 bilhão) e Suzano (R$ 1,05 bilhão).

Planejamento financeiro pode ajudar a sair do vermelho

A psicóloga Cláudia Freitas, que administra as finanças pessoais e do consultório, já enfrentou dívidas no passado e conseguiu reorganizar a vida financeira com planejamento. "A gente evita muita questão da ansiedade, do estresse, porque é como se você andasse no escuro: 'Ah, tá, vou gastar', 'Não, mas acho que dá para pagar'. Então, 'achar' não traz segurança para a gente, tem que ter certeza do que tá acontecendo", conta. Ela registra todos os gastos em papel e depois em planilha, além de contar com apoio de contador e educador financeiro.

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Priorize dívidas com juros mais altos

O contador Rafael Henrique da Silva recomenda que quem está endividado priorize o pagamento das dívidas com juros mais altos, como cartão de crédito e cheque especial. "Tem que analisar quais contas ela tem ali em atraso, verificar qual tem mais juros e priorizar essa negociação. Por exemplo, o cartão de crédito tem juros rotativos muito altos. O ideal é renegociar com o banco ou com a empresa", explica. Ele também orienta separar finanças pessoais das empresariais e manter um controle rigoroso de receitas e despesas, seja em caderno ou no celular.

Desenrola 2.0: nova chance para renegociar dívidas

O programa Desenrola 2.0, do governo federal, é voltado para brasileiros endividados com o sistema bancário e renda mensal de até cinco salários mínimos (R$ 8.105). Os bancos farão novos empréstimos para quitar dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e 2 anos, incluindo cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC). As condições incluem descontos de 30% a 90%, taxa de juros máxima de 1,99% ao mês, prazo de até 48 meses, primeira parcela em até 35 dias e limite da nova dívida de até R$ 15 mil por pessoa por instituição. Também é permitido usar 20% do saldo do FGTS (ou até R$ 1 mil) para pagamento parcial ou integral das dívidas.

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